Formiga

Laboratório particular começa a fazer exame para detectar nova gripe

Com a previsão de que o vírus da nova gripe veio para ficar, o que manterá também a demanda por diagnósticos de contaminação, o Laboratório Hermes Pardini em Belo Horizonte começa nesta quinta-feira (17) a colher material para exames em pacientes com suspeita da doença em suas 12 unidades na capital, assim como é feito pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), especializada nos casos graves e nos óbitos com suspeita de contágio pela influenza
A (H1N1) em Minas Gerais no entanto, por se tratar de uma empresa particular, os diagnósticos, que somente serão feitos com prescrição médica, terão custo de R$ 162,50 e, por enquanto, não serão cobertos por planos de saúde. ?Apenas três planos sinalizaram a intenção de fazer a cobertura de desse exame, mas cabe ao cliente procurar essas empresas e questionar sobre a possibilidade de os testes do vírus influenza A (H1N1) serem cobertos?, diz o gerente de Desenvolvimento de Produtos do laboratório, Alessandro Ferreira.
Com previsão de entrega de resultados em no máximo quatro dias, o laboratório tem a capacidade de processar até 50 exames diários. ?São cerca de 50 profissionais envolvidos diretamente nesse trabalho. Em cada unidade, são três coletores de material para o teste, há aqueles que vão transportar as amostras para o laboratório matriz, onde serão feitos os diagnósticos e aqueles que vão detectar a presença do vírus no que foi coletado?, enfatiza a gerente de Exames Especializados do Hermes Pardini, Maria Beatriz de Oliveira, que acrescenta que a mão de obra para esse tipo de atividade é específica. ?Contamos com três biólogas com mestrado exclusivo nessa área.?
Utilizando a metodologia baseada em biologia molecular, o primeiro passo do exame, assim como é feito em outros laboratórios do país que detectam o influenza A (H1N1), é coletar secreções da cavidade nasal e da garganta do paciente. ?Em seguida, como o teste é feito pela detecção do material genético do vírus, usamos a técnica chamada PCR em tempo real, o que vai permitir identificar especificamente o material genético do H1N1?, explica o assessor Científico para Área de Infectologia, Guenael Freire de Souza, assegurando que a metodologia é a mesma adotada em outros diagnósticos feitos pelo laboratório, como os exames de predisposição para trombose.
Com o pedido médico em mãos, o que é primordial para que o exame seja feito, o paciente deverá preencher um questionário para detalhamento do histórico clínico. ?Em casos de pessoas em estado grave da doença, em internação, não há necessidade de comparecer ao laboratório para fazer a coleta, o próprio médico poderá coletar a secreção do paciente para o teste e enviar o material?, explica Guenael Freire de Souza. Os exames serão feitos somente em Belo Horizonte.