[et_pb_section bb_built=”1″][et_pb_row][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text _builder_version=”3.0.91″ background_layout=”light”]
O ano de 2017 termina e, diferentemente do habitual, só agora é possível perceber os grupos políticos que caminham para a disputa pelo Palácio da Liberdade. O campo governista, que geralmente traz menos dúvidas, até há pouco oscilava com a incerteza sobre a aliança entre PT e PMDB. Antônio Andrade, vice-governador com grande trânsito no meio municipalista, passou meses em estado de rebelião, disposto a usar sua influência no PMDB para levar o partido a lançar candidatura própria ao comando do Estado.
O raciocínio de Andrade fazia sentido: desconhecido no interior em 2014, o governador Fernando Pimentel passou a ser extremamente impopular em decorrência da crise que tornou o Estado praticamente inoperante; manter essa aliança pode ter um custo exorbitante para o PMDB em 2018. Sem ganhar adeptos na bancada do PMDB na Assembleia, Andrade recolheu as armas e parece apaziguado. O apoio do PMDB ao PT parece garantido, apesar de que a efetividade desse pacto só poderá ser de fato avaliada após as eleições.
Na oposição, o grupo político do ex-governador Aécio Neves perdeu parte considerável de sua influência: enquanto as lideranças principais concentram atenções na esfera federal, personagens de âmbito regional se dispersaram. A força do PSDB em Minas, portanto, dependerá não só do interesse que seus líderes devotarem ao Estado, mas também da capacidade de esses ressuscitarem as fidelidades do passado.
Em meio a essas tendências, agora é possível identificar nomes: o deputado federal Rodrigo Pacheco, prestes a abandonar o PMDB, recebeu há alguns dias mostra de apoio explícito por parte do senador AntonioAnastasia. Fato novo e significativo, o vídeo gravado em conjunto por ambos confirma boatos sobre a aproximação de Pacheco em relação ao núcleo do grupo de Aécio.
Livre de denúncias e suspeitas, Rodrigo Pacheco foi o terceiro mais votado na eleição de 2016 em Belo Horizonte. Para que Pacheco se torne favorito no campo oposicionista, falta que se produza uma composição com Dinis Pinheiro, ex-tucano que se arrogou a condição de protagonista na sucessão estadual quando ninguém ainda se arriscava a tanto. Com apoiadores de peso, Pinheiro declarou não aceitar a condição de vice, decisão que certamente deriva do trauma adquirido ao compor a malfadada chapa liderada por Pimenta da Veiga em 2014.
Outro nome a ser considerado é o de Marcio Lacerda, ex-prefeito da capital, que já visitou mais de cem municípios do interior numa frenética pré-campanha ao governo estadual. Lacerda seguiu rota solitária em 2016, tentando desastradamente eleger um sucessor na Prefeitura de Belo Horizonte, e até agora parece repetir os passos de independência. Apesar de ter sido recebido por lideranças de destaque por onde passou, é fato que há grande distância entre a cordialidade e o efetivo apoio político no âmbito da política mineira.
Após conter pequenas rebeliões em seu PSB, Lacerda ainda tem em seu encalço a sombra do deputado federal Júlio Delgado, correligionário e eterno rebelde que pode lhe causar problemas tanto no interior do partido quanto no acesso a muitos votos na Zona da Mata.
Pimentel, Pacheco e Lacerda se colocam, portanto, como os principais postulantes ao governo mineiro, às vésperas do ano eleitoral. A sorte de cada um vai depender, respectivamente, do quanto Andrade, Pinheiro e Delgado contribuírem para o sucesso das chapas às quais estiverem formalmente vinculados.
[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]







