Um caso de dengue tipo 3 – sorotipo que não era detectado no Estado há 15 anos – foi confirmado em Minas. O paciente é morador de Belo Horizonte, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Sexo, idade e o atual estado de saúde não foram informados.

O ressurgimento deixa as autoridades em alerta. Segundo especialistas, há risco de epidemia devido à baixa imunidade entre a população.

O diagnóstico foi confirmado na quinta-feira (30) após exames feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). O caso está sob investigação para caracterizar o local exato de infecção na capital.

A dengue tem quatro sorotipos (DENV1, DENV2, DENV3 e DENV4). A infecção cria imunidade contra o mesmo sorotipo, mas o indivíduo pode contrair dengue se tiver contato com outro. O tipo três da doença teve circulação no Brasil entre 2004 a 2008. Em Minas, nos últimos quatro anos circularam apenas os DENV1 e DENV2, de acordo com a SES.

Segundo o infectologista Kleber Luz, coordenador do Comitê de Arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia, a situação pode ser pior para pessoas que já contraíram a doença. “O problema é que os sintomas da dengue tipo 3 são os mesmos do tipo 1 e 2. Como muitas pessoas já tiveram os tipos 1 e 2, ao ter o tipo 3, podem desenvolver uma forma grave da doença, o que pode gerar superlotação das unidades de pronto atendimento e hospitais”.

Sintomas
Entre os sintomas de alerta da doença estão: febre, manchas vermelhas pelo corpo, dor abdominal, vômito persistente, acompanhados também de sangramento na gengiva, no nariz ou na urina. Ao perceber qualquer um deles, a pessoa deve procurar atendimento médico na unidade de saúde mais próxima.

As formas de prevenção são as já conhecidas pela população: limpeza dos quintais para evitar água empoçada, que é criadouro do inseto, e receber os agentes de saúde para fazer a vistoria em possíveis focos do mosquito Aedes aegypti.

“Fazemos um pedido para a população mineira de que faça o seu trabalho. Verifique se existe água parada na sua residência ou bairro, para que juntos somamos força e evitemos que a dengue e chikungunya circulem no nosso estado”, reforçou o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Campo Prosdocimi.

Fonte: Hoje em Dia

 

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