Cerca de 400 mulheres vítimas de violência doméstica em Minas Gerais receberão Unidades Portáteis de Rastreamento (UPR), conhecidas como Botão do Pânico. O equipamento, já utilizado no Estado, emite alerta sonoro e aciona as forças de segurança caso o agressor ultrapasse os limites definidos pela Justiça nas medidas protetivas.
A nova remessa integra um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre instituições de Justiça e Segurança Pública. Atualmente, há 1,15 mil agressores monitorados eletronicamente em Minas, mas apenas 65% das vítimas contam com o dispositivo.
O Botão do Pânico tem tamanho e peso semelhantes a um celular e funciona em conjunto com a tornozeleira eletrônica, em sistema de “espelhamento”. Cada UPR é vinculado a uma tornozeleira e monitorado em tempo real. Em caso de violação da medida protetiva, viaturas são acionadas para atender tanto a vítima quanto perseguir o agressor.
“Se houver a proibição de aproximação em 500 metros e houver violação, automaticamente o equipamento emite sinal sonoro e aciona viaturas para acolhimento da vítima e abordagem do agressor”, explicou Denise Guerzoni, coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (CAOVD).
Feminicídios em alta
Dados da Polícia Civil mostram que Minas registra, em média, um feminicídio a cada dois dias. Até outubro deste ano, foram 139 mulheres assassinadas, número superior ao mesmo período de 2024 (135). Em Belo Horizonte, os casos dobraram: de sete para 14 em 2025. Além disso, já foram registradas 22 tentativas de feminicídio na capital.
Como denunciar
A Polícia Civil reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados. Os registros podem ser feitos:
- Em unidades policiais presenciais
- Pelos disques 180 ou 181
- Pela delegacia virtual, nos casos de ameaça, lesão corporal ou descumprimento de medida protetiva
Com informações do Hoje em Dia







