Minas Gerais registra, em média, 12 tentativas de golpes imobiliários por hora, o equivalente a uma ocorrência a cada cinco minutos. As fraudes envolvem principalmente a compra, venda e aluguel de imóveis e incluem casos de falsos corretores, imóveis inexistentes, vendas duplicadas e negociações realizadas por pessoas que não são as proprietárias dos bens.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o estado contabiliza cerca de 106 mil ocorrências desse tipo de crime por ano, tanto de forma presencial quanto on-line.
Diante desse cenário, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) inicia, nesta segunda-feira (6), uma força-tarefa em condomínios da Região Metropolitana de Belo Horizonte para orientar moradores e profissionais sobre como identificar e evitar esse tipo de golpe.
A ação será realizada nas 15 maiores administradoras de condomínios da capital e em bairros com grande volume de negociações imobiliárias, como Lourdes, Funcionários, Buritis, Belvedere, Barreiro, Castelo, Sion, Santo Agostinho, Sagrada Família e Ouro Preto, além de Vila da Serra, em Nova Lima. A expectativa é realizar pelo menos 90 orientações presenciais no primeiro dia da operação, que terá continuidade nas próximas semanas.
Segundo o Creci-MG, somente no primeiro semestre deste ano foram registradas 328 denúncias relacionadas a possíveis irregularidades no mercado imobiliário. Entre os golpes mais comuns estão a venda de imóveis por falsos proprietários, anúncios de imóveis inexistentes ou que não estão à venda, negociação do mesmo imóvel com mais de um comprador e ocultação de dívidas, penhoras e outras restrições que impedem a transferência da propriedade.
A diretora do Registro de Imóveis do Brasil em Minas Gerais (RIB-MG), Ana Cristina Maia, alerta que um dos golpes mais recorrentes ocorre quando o mesmo imóvel é vendido para mais de um comprador. Segundo ela, a fraude costuma acontecer quando o primeiro comprador não registra a escritura, permitindo que o vendedor negocie novamente o imóvel com outra pessoa, que efetua o registro primeiro.
A orientação é que os compradores consultem a matrícula atualizada do imóvel antes de realizar qualquer pagamento. Conforme a especialista, o documento reúne informações sobre o proprietário, o histórico da propriedade e eventuais restrições que possam impedir a negociação.
Caso o comprador não possua o número da matrícula, também é possível localizar imóveis vinculados ao CPF ou CNPJ do suposto proprietário por meio da plataforma RI Digital. O presidente do Registro de Imóveis do Brasil – Seção Minas Gerais (RIB-MG), Flávio Augusto Costa, afirma que a consulta à base oficial é uma das principais formas de reduzir o risco de fraudes.
Especialistas também orientam que os compradores verifiquem se o corretor possui registro profissional ativo e desconfiem de imóveis anunciados com preços muito abaixo do mercado ou de negociações que exijam pagamentos antecipados sem a conferência da documentação.
Com informações do Hoje em Dia






