Minas Gerais alcançou o número de 640 propriedades aptas a fornecer animais para frigoríficos exportadores para a União Europeia (UE) durante o ano de 2009. Esse número representa 34,22% das 1.870 propriedades em todo o Brasil e mantém o Estado no primeiro lugar, seguido de Goiás e Mato Grosso.
Cada vez mais produtores rurais têm interesse em entrar para essa lista de exportação. Estar apto a exportar para a UE significa também poder exportar para todos os outros países, além de agregar valor ao seu produto. O bloco europeu possui exigências diferenciadas e por isso nem sempre quem comercializa com outros países pode comercializar com a UE, é preciso passar por auditorias e entrar na lista que classifica a propriedade como apta.
O produtor que deseja exportar carne para o bloco europeu precisa realizar a rastreabilidade bovina em sua propriedade. Esta ação é realizada em Minas desde 2007 pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e trata-se de um sistema de controle de bovinos e bubalinos que permite sua identificação individual desde o nascimento até o abate, registrando todas as ocorrências ao longo de sua vida.
Para que o pecuarista seja auditado a propriedade precisa ser vistoriada por uma certificadora escolhida por ele, que verifique todos os quesitos estabelecidos pela Instrução Normativa nº 65 de 16 de dezembro de 2009 do Ministério da Agricultura (Mapa). A publicação estabelece o Sistema de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov).
A certificadora encaminha a relação das propriedades aprovadas pela sua vistoria à Superintendência Federal da Agricultura de Minas Gerais, que comunica ao IMA quais são as propriedades aptas a receber a auditoria oficial, tanto pelo IMA como pelo Mapa. Para que a propriedade seja aprovada pela vistoria da certificadora e ser auditada pelos órgãos oficiais leva em média 25 dias.
O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, está satisfeito com trabalho realizado em 2009. ?O Instituto tem trabalhado de acordo com a política do Governo do Estado, que visa priorizar as ações que permitam inserir o produto mineiro nos mercados internacionais?, afirmou o dirigente.
Além disso o diretor-geral explica que a rastreabilidade é uma das prioridades do Governo de Minas e está incluída no Projeto Estruturador Certifica Minas, que é gerenciado pelo IMA. ?A rastreabilidade apresenta-se como uma das operações mais importantes da pecuária no momento, destacando-se ainda mais na criação de uma nova cultura entre os produtores e, consequentemente, possibilitando a garantia de qualidade dos produtos que chegam aos consumidores?, comenta.
Minas Gerais conta com 21 equipes do IMA para fazer o trabalho de auditoria nas fazendas. O Instituto possui 42 profissionais que trabalham com auditorias do Sisbov, o que permite a realização de cerca de 100 auditorias por mês.

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