Após as denúncias feitas pelo vereador Mauro César durante a reunião da Câmara de segunda-feira (2) acusando o prefeito de tê-lo oferecido propina no valor de R$15 mil no ano passado, para uma votação que elegeu José Gilmar Furtado (Mazinho) presidente da Casa, no início da tarde dessa terça-feira (3), a Secretaria de Comunicação enviou nota assinada pelo prefeito Moacir Ribeiro.
Confira a nota na íntegra
Sobre as irresponsáveis e infundadas acusações feitas na reunião de 2 de setembro de 2013 pelo vereador Mauro César, tenho a declarar que:
1) As questões do vereador Mauro César com o Diretório Estadual do PMDB devem ser resolvidas entre o vereador e o partido. Todos, quando nos filiamos, já sabíamos que há um estatuto e uma ética a serem seguidos. O destempero e o radicalismo do vereador chegaram a tal ponto que até mesmo o Ministro Antônio Andrade, seu aliado histórico e um dos principais expoentes do partido no país, queixou-se do seu comportamento, conforme o próprio Mauro César revelou.
2) Embora a gravação apresentada pelo vereador tenha sido obtida de forma clandestina e não tenha qualquer valor jurídico, nem por isso ficará sem esclarecimento. Em uma atitude de má-fé por parte do vereador, o diálogo foi apresentado de forma descontextualizada, com indícios de edição e sem qualquer perícia técnica. Na época da referida votação na Câmara, eu não ocupava qualquer cargo público, estava em tratamento médico por depressão e não tinha qualquer interesse pessoal na eleição para a presidência da Casa. Mesmo nessa situação, por bem, quis saber sobre a veracidade dos boatos de que vereadores estavam angariando recursos ilícitos em troca de votações na Câmara Municipal. Procurei vários, todos negaram e não consegui provas. Junto com a negativa do vereador Mauro César, veio sua insistência em falar em ?propina? e ?corrupção?, palavras que só ele pronunciou. Considerei que o caso estava encerrado e que os indícios de má-fé de alguns colegas eram improcedentes.
3) Depois que assumi a Prefeitura, percebi que a situação não era tão boa quando comecei a ser chantageado: ou eu atenderia as centenas de pedidos de providência e mais cerca de 60 pedidos de emprego formulados pelo vereador, incluindo indicação para secretário de Saúde, ou tal gravação viria a público. A gravação chegou a ser mencionada ao ex-superintendente de Assuntos Institucionais, Sheldon Almeida, numa clara tentativa de me intimidar. Como não devo nada e não vou me sujeitar a nenhum tipo de chantagem, mandei avisar que ?quem não deve não teme? e que o vereador poderia fazer o que quisesse. Como não cedemos à chantagem e o vereador se viu cada vez mais isolado dentro do PMDB em todas as instâncias (municipal, estadual e federal), ele cumpriu a ameaça. Agora, terá de responder na justiça pelo seu ato, por calúnia e difamação.
4) Algumas questões precisam ser respondidas:
a) Se o vereador tinha essa gravação há tanto tempo, por que só agora divulgá-la?
b) Se o vereador de fato me considera um corrupto, por que me apoiou nas eleições? Ele estaria, então, conscientemente, pedindo voto para um corrupto?

c) Se o vereador de fato me considera um corrupto, por que veio pedir a minha ?benção? para ser presidente do PMDB, inclusive tecendo fartos elogios à minha pessoa?
d) Se o vereador acreditava ter indícios de um crime grave, por que, em vez de me chantagear, não procurou o Ministério Público? Se de fato acreditava em sua tese absurda, o vereador teria sido, então, conivente?

5) Nesta oportunidade, reitero meu compromisso com o povo formiguense e ressalto que, contra todo tipo de agressão e ataque, continuarei trabalhando, porque foi assim que construí uma carreira política vitoriosa. Não foi chantageando quem quer que seja e muito menos tentando apagar a estrela dos outros para fazer a minha brilhar.

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