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MP pede investigação sobre briga em Cruzeiro x Atlético e aponta possível crime

Foto: Rodney Costa

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta quarta-feira (11), informações sobre as providências adotadas após a briga generalizada entre jogadores de Cruzeiro e Atlético Mineiro na final do Campeonato Mineiro de 2026, disputada no último domingo (8), em Belo Horizonte. A confusão terminou com 23 jogadores expulsos, e a Promotoria avalia que o episódio pode configurar o crime de rixa, previsto no artigo 137 do Código Penal.

O pedido foi formalizado em ofício assinado pelo promotor de Justiça Giovani Avelar Vieira, coordenador do GIE-Torcidas. No documento, o Ministério Público questiona se já foi instaurado procedimento policial ou investigação para apurar as agressões registradas durante a partida.

Segundo o MPMG, os atos de violência ocorridos no clássico ultrapassaram os limites da prática esportiva e podem, em tese, caracterizar o crime de rixa. A Promotoria também destaca que os episódios foram relatados na súmula elaborada pelo árbitro Matheus Candançan e tiveram repercussão internacional.

De acordo com o relatório da arbitragem, 12 jogadores do Cruzeiro foram expulsos: Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, João Marcelo, Kauã Prates, Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner, Gerson e Kaio Jorge. Pelo Atlético, receberam cartão vermelho Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan, Alan Minda, Preciado e Cassierra.

No documento, o promotor ressalta que cabe ao Ministério Público solicitar investigações sempre que houver indícios de crime. “É obrigação do poder público em todos os níveis, das organizações esportivas, dos torcedores e dos espectadores promover e manter a paz no esporte. As práticas verificadas durante a partida extrapolaram inteiramente a prática desportiva”, afirma o texto.

O que é crime de rixa

Conforme o artigo 137 do Código Penal, o crime de rixa ocorre quando três ou mais pessoas participam de uma briga com agressões físicas entre si. A pena prevista é de 15 dias a dois meses de detenção ou pagamento de multa.

Em nota enviada ao portal O Tempo Sports, a Polícia Civil informou que instaurou procedimento para apurar a confusão registrada no gramado do Mineirão nos momentos finais da partida. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista.

Caso haja denúncia, o caso deverá ser analisado pela Justiça comum, já que envolve possível crime previsto no Código Penal. Paralelamente, os jogadores também poderão ser julgados pela Justiça Desportiva, com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punições como suspensão de partidas em casos de agressão ou participação em confusão durante jogos.

Com informações do O Tempo