Uma mulher de 33 anos foi presa preventivamente nessa terça-feira (20), em Januária, no Norte de Minas Gerais, suspeita de cometer estelionato sentimental contra um idoso de 74 anos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a investigada teria causado um prejuízo de aproximadamente R$ 400 mil à vítima. As autoridades também apuram a possibilidade de outras pessoas terem sido prejudicadas pelo mesmo esquema.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher teria se aproximado do idoso simulando um relacionamento amoroso. Após conquistar a confiança da vítima, ela teria passado a solicitar dinheiro e obter outras vantagens econômicas.
Para atender aos pedidos da investigada, o homem chegou a vender bens e contrair dívidas em instituições financeiras e operadoras de crédito, acumulando um prejuízo estimado em R$ 400 mil.
O caso é investigado como estelionato sentimental, prática em que a confiança estabelecida em uma relação afetiva é utilizada para obter vantagens financeiras de outra pessoa.
Segundo o delegado William Fernandes Araujo, responsável pela investigação, a análise do material apreendido durante a operação já indica a possibilidade de que outras pessoas tenham sido vítimas da suspeita.
“A investigada demonstra um poder de persuasão muito elevado e, segundo os elementos que estamos analisando, teria utilizado esse mecanismo para obter valores expressivos de diversas pessoas”, afirmou o delegado.
Durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva, a Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias e a apreensão de bens relacionados à investigação.
O delegado William Fernandes Araujo destacou a importância de familiares e pessoas próximas acompanharem possíveis mudanças bruscas na situação financeira de idosos, principalmente quando elas ocorrem em conjunto com novos relacionamentos amorosos.
Entre os sinais que merecem atenção estão pedidos frequentes de dinheiro, contratação de empréstimos e transferências de valores.
O delegado também ressaltou que a participação da família foi importante para o avanço do caso.
“A denúncia da vítima, com o apoio da família, foi fundamental para o início da apuração”, pontuou William.
A Polícia Civil mantém as investigações para identificar possíveis novas vítimas, dimensionar o prejuízo financeiro e esclarecer a participação da mulher em cada um dos fatos apurados.
A suspeita permanece no sistema prisional, à disposição da Justiça.
Com informações do O Tempo






