Pesquisa comprova que as mulheres apresentam mais desvantagens no mercado e continuam ganhando menos que os homens. Os dados são do Boletim PAD-MG 2011 ? Mercado de trabalho e gênero, que aborda as diferenças entre homens e mulheres no âmbito das atividades produtivas.
Os resultados do estudo sobre as relações de gênero no mercado de trabalho a partir dos dados da edição de 2011 da Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais (PAD-MG) foram apresentados na quinta-feira (4) pelo Governo de Minas, por meio do Centro de Estatística e Informações (CEI) da Fundação João Pinheiro (FJP) e do Escritório de Prioridades Estratégicas.
Apesar do crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho em Minas Gerais, os dados da PAD-MG de 2011 indicam que a taxa de atividade feminina ainda está abaixo da masculina. Enquanto 64,6% dos homens acima de dez anos de idade estavam inseridos no mercado de trabalho, o percentual de mulheres era de 39,9%. A taxa de atividade é a razão entre a população economicamente Ativa (PEA) e a População em Idade Ativa (PIA).
A região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e o Alto Paranaíba apresentavam as maiores taxas de participação feminina, 44,5% e 43,1%, respectivamente. Os menores índices foram registrados nas regiões do Jequitinhonha/Mucuri (29,7%), Rio Doce (31,1%) e Norte (34,3%). A taxa de atividade masculina foi maior no Triângulo (69,4%) e no Alto Paranaíba (68,7%) e menor também no Jequitinhonha/Mucuri (57,4%) e Rio Doce (57,3%).
Anos de estudo
A escolaridade é uma condição importante para a obtenção de empregos e, principalmente, para a conquista de vagas com melhores salários. No entanto, o seu impacto é diferenciado entre os sexos. O grau de escolaridade das mulheres, em 2011, era maior que o dos homens, 7,1 contra 6,7 anos de estudo, mas a taxa de atividade feminina continuou menor em todos os níveis de instrução.
Segundo a pesquisadora do Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro, Juliana Riani, a diferença entre homens e mulheres é maior nos níveis mais baixos de escolaridade. ?Apenas 12,5% das mulheres sem instrução estavam trabalhando, enquanto para os homens a taxa foi de 44,3%. Ao todo, 75% das mulheres com curso superior completo estavam no mercado de trabalho. No caso dos homens, esse percentual era de 84%?, exemplifica.

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