O reforço no número de radares e a opção por uma tecnologia nova ajudaram a elevar em 60% o número de multas aplicadas pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas BRs que cortam Minas Gerais. A comparação é entre o primeiro semestre de 2013, quando foram aplicadas 79.387 infrações, e o mesmo período deste ano, com 126.677. O incremento na fiscalização foi feito em dezembro do ano passado, com a compra de dez novos radares, o que dobrou o número de aparelhos da corporação no Estado.
Durante todo o ano de 2013, foram aplicadas 151.203 multas ? uma média de 17 registros por hora. Apenas no primeiro semestre de 2014, a média chega a 29 autuações por hora. São várias as multas aplicadas pelos agentes da PRF-MG, inclusive o excesso de velocidade, campeão de infrações e monitorado pelos novos equipamentos.
Também figuram entre as irregularidades mais flagradas a ultrapassagem perigosa e em local proibido, a não utilização do cinto de segurança, principalmente dos passageiros, equipamentos obrigatórios com defeito (como pneu careca e farol queimado) e licenciamento vencido. A polícia não repassou o ranking e o número de infrações por cada irregularidade, alegando que não faz esse tipo de estatística.
Conforme o chefe do setor de comunicação da superintendência da PRF-MG, inspetor Aristides Júnior, outra multa que também vem sendo muito registrada é a de embriaguez ao volante. ?Somos um dos órgãos que mais fazem operações da Lei Seca com o bafômetro, por isso a embriaguez é uma infração que também registramos muito?, disse.
Ainda segundo o inspetor, são 900 policiais rodoviários federais no Estado. Durante os feriados e em operações especiais, os funcionários do setor administrativo reforçam o efetivo na rua, quando cresce o número de irregularidades.
Semelhante a uma pistola, os radares móveis novos conseguem identificar motoristas em alta velocidade a uma distância de 2 km e contam com uma câmera fotográfica acoplada (veja mais no quadro ao lado).
Sem previsão
Conforme o chefe da comunicação da PRF-MG, Aristides Júnior, não há previsão de adquirir novos radares móveis do modelo novo para a fiscalização das estradas federais que cortam Minas.
Saiba mais
Antes de a polícia adquirir o radar de modelo pistola, chegou a ser testado o binóculo, no Sul de Minas. Como ele foi menos eficiente e mais caro, foi descartado. O radar em operação custou R$ 6.000 cada ? cinco vezes mais barato que o binóculo (R$ 30 mil). Em todo o país, foram comprados 130 do tipo pistola.

Ao menos 14 BRs mineiras são fiscalizadas por cerca de 600 radares fixos, instalados desde 2011 ? neste ano, estão previstos 100 novos. Alguns já foram colocados na BR?381, mas o Dnit não informou a lista atualizada nem o número de multas registradas no último semestre ? os dados do texto acima são apenas de radares móveis, usados pelos agentes.

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