Com o objetivo de atender as exigências contidas em Termo de Ajuste de Conduta- TAC firmado entre município e o Ministério Público, as festas programadas para ocorrerem nos dias 29, 30 e 31/12 no Terminal Rodoviário, a Secretaria de Cultura, optou por transferir à empresa Looping Promoções a responsabilidade pelo fechamento do local (400 metros lineares de painéis), fornecimento de tendas padronizadas (3 x 3), exploração e controle da Praça de Alimentação, divulgação do evento em emissoras de rádio FM (200 chamadas), por carros de som (50 horas), confecção de folders coloridos (10.000) e contratação das bandas, de DJ e animadores, além de ser também a responsável pela contratação de homens que garantam a segurança do evento, durante os 3 dias.
Segundo o representante da empresa, o aluguel dos tapumes (cerca do local) e as despesas relativas ao pessoal necessário para o apoio e segurança, seriam, em parte, suportados pela taxa a ser cobrada dos barraqueiros, que tradicionalmente vendem bebidas em tais eventos.
A taxa estabelecida (e não aceita pela Associação dos Ambulantes) ficou fixada em R$ 300,00, além da obrigação de se vender apenas produtos de determinada marca.
Inconformados, os barraqueiros se dirigiram à Câmara, solicitando a mediação dos Vereadores contra o que chamavam de ?abuso do poder econômico?, já que, segundo eles, a empresa que vendeu também os serviços das bandas contratadas, teria outras fontes de renda para suportar as tais despesas.
A secretária de Cultura foi convocada a comparecer à Câmara, exibindo documentos de licitação e contrato entre o município e a empresa, em busca de uma solução para o impasse, já que alguns vereadores, mais exaltados, aventavam inclusive a hipótese de, diante de alguma possível irregularidade na condução das referidas contratações, exigirem do Executivo, anulação de tais atos jurídicos.
A Prefeitura bancou a instalação do palco, iluminação, sonorização do ambiente, ainda custeará os gastos com energia elétrica e segundo a secretária Maria Andrada, a opção pela celebração do Termo de Cooperação, ante o município e a empresa que explorará, com exclusividade, o espaço público, atendeu a sugestão da Procuradoria Municipal e facilita de certa forma a comprovação dos gastos havidos.
Segundo a mesma fonte, as bandas foram contratadas ao custo de CR$ 35.00,00. O representante da Looping (Sandrinho) chegou a propor aos barraqueiros a liberação integral da taxa proposta, desde que eles assumissem a responsabilidade pelos custos da segurança e aluguel dos painéis que cercam a área de aproximadamente 5.000 m2.
Após muito bate-boca e diante da patente impossibilidade de se serenar os ânimos àquela altura bastante exaltados, o presidente do Legislativo, em seu derradeiro ato à frente da Mesa Diretora, marcou para a manhã de hoje, (sexta-feira), uma nova rodada de negociações lá mesmo no Legislativo, no intuito de se chegar a um consenso, atendendo assim, os interesses das partes envolvidas e evitando um mal maior, com a hipótese, àquela altura, não descartada de se exigir do Executivo, o cancelamento dos contratos feitos sem a autorização daquele poder, o que significaria o cancelamento das festas já programadas.

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