Uma amostra de manganocrete, doada pelo professor Anísio Cláudio Rios Fonseca, que cuida do acervo mineralógico do Unifor-MG, está em exposição no Museu Geológico de Lisboa.
De acordo com Anísio Fonseca, recentemente, o renomado arqueólogo Vitor Rafael Sousa, de Lisboa, estava fazendo um trabalho no museu quando se deparou com a manganocrete doada por ele há alguns anos, juntamente com outros minerais, exposta naquele espaço.
Imediatamente, o arqueólogo fez fotos e as divulgou. ?Fiquei muito honrado com tamanha consideração por parte daquela instituição, já que meu nome está gravado na placa de identificação da amostra?.
A manganocrete (psilomelano) é objeto de pesquisa no Unifor-MG e Anísio Fonseca já publicou um artigo científico sobre ela. ?Cabe ressaltar que foi a primeira vez que o termo ?manganocrete? foi utilizado em uma publicação científica no Brasil. Na ocasião, quando fiz as análises e comecei a escrever o trabalho, fui assessorado pelo renomado professor Dr. Marcondes Lima Costa, pesquisador internacionalmente conhecido na área de lateritização e formação de corpos de minério supérgenos. Quimicamente, a amostra enviada é rica em óxi-hidróxidos de ferro, manganês, cobalto, bário, potássio e silício?, explicou.
O Museu Geológico de Lisboa foi constituído em 1857, quando foi criada a Comissão Geológica, a partir de exemplares colhidos pelos pioneiros da Geologia portuguesa.
?É muito gratificante ver algo importante que descobri e estudei ganhar tamanha projeção, em uma das mais importantes instituições geológicas da Europa, estando disponível para que pesquisadores do mundo inteiro conheçam ocorrências brasileiras desse material?, comentou o professor.

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