Certamente, o assunto que mais permeia o ser humano é o prazer sexual, também chamado de orgasmo. Está nas revistas, nos filmes, jornais, televisão etc. Se olharmos o faturamento dos negócios relacionados ao sexo, veremos a real importância na vida humana. Exceto na Igreja, que pouco se fala sobre o assunto e quando fala, geralmente, é de forma negativa.

Eu mesmo já quis ser assertivo sobre o tema, afinal, só tenho uma conclusão todas as vezes que leio Paulo (I Cor 7): cada um tenha sua mulher, e cada mulher tenha seu marido; o marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido; a mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido; da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa; não vos recuseis um ao outro!

Muitos casamentos, se não a maioria, chegam ao divórcio pela falta do prazer. É comum o homem abandonar a esposa e família por outra mulher, certamente que preencheu o vazio sexual que havia. Ouvindo confissões, conhecendo os corações dos homens e sabendo o que diz a Teologia e o Catecismo da Igreja Católica, parece uma omissão inexplicável.

Mas foi com grata satisfação que vi uma palestra do Padre Léo na TV falando disso, tema que abordara em seu livro que também adquiri: Sede Fecundos! O que esse padre fez deve ser imitado, no meu entender, por todos e pelas Pastorais da Família. E Pe. Léo inicia seu ensinamento citando um Papa:

O Criador, que, em sua bondade e sabedoria, desejou conservar a raça humana por intermédio do homem e da mulher unindo-os no casamento, igualmente ordenou que, ao cumprir essa função, o marido e a mulher experimentem o prazer e a alegria em sua carne e seu espírito. Buscando e gozando desse prazer, os casais nada fazem de mal, apenas aceitam aquilo que o Criador lhes deu (Pio XII em 29 de outubro de 1951).

Interpreta o Padre Léo que a sexualidade é um desejo do Criador e não um acidente ou consequência do pecado original. E o exercício da sexualidade é uma ordem divina e, ligado ao cumprimento dessa ordem está o prazer sexual, experienciado no corpo e na alma. O Papa ressalta ainda que o prazer deve ser experimentado pelo homem e pela mulher. Parece estranho um Papa falar que a mulher e o homem devam ter prazer sexual. Mais ainda: esse prazer deve ser buscado. É impressionante, mas Pio XII fala que prazer é um dever!

E ele continua, marido e mulher que não experimentam o prazer estão em pecado. Se Deus ordenou… O prazer pode e deve ser santo. Não podemos ter medo de pensar no prazer como fonte de santidade, como instrumento de cura e restauração.

E Padre Léo finaliza afirmando que um casal batizado no Espírito Santo precisa ser um casal que experimenta a alegria e o prazer como fonte de cura e libertação. O casal, ao se unir fisicamente, está celebrando e atualizando o sacramento do matrimônio, e sacramento significa a presença real de Jesus. Jesus Cristo está presente na vida íntima do casal. Ou acreditamos nessa verdade ou precisamos mudar alguns conceitos teológicos sobre os sacramentos.

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