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O vereador Sandromar Vieira (Sandrinho da Looping) emitiu nota neste domingo (23), sobre a denúncia feita pelo Ministério Público em ação penal na cidade de Arcos, em que o mesmo estaria envolvido. Duas operações foram realizadas na cidade no dia 6 deste mês.
Sandrinho justificou que se trata disso mesmo: uma denúncia. “E que não há qualquer condenação e, conforme previsto na Constituição Federal, todos são inocentes até que se prove o contrário.
Só tivemos a oportunidade de prestar esclarecimentos ao Ministério Público (MP) na mesma semana em que a ação foi proposta. Importante destacar que há diversos réus e, na época citada, eu não era vereador.
Confiamos que, na Justiça, teremos condições de apresentar toda a documentação e provas cabíveis mostrando que nada há de ilegal da nossa parte nem na licitação que vencemos nem na execução do contrato.
Inclusive, trata-se de um contrato que, quando não deu prejuízo à empresa, apresentou uma margem de lucro muito pequena, praticamente irrisória.
Já prestamos serviços para dezenas de cidades e temos consciência do risco que hoje é contratar com o Poder Público. Em muitos casos, forma-se convicção de culpa antes mesmo que tenhamos condições de prestar esclarecimentos.
Respeitamos o trabalho do Ministério Público, mesmo quando discordamos de suas conclusões. E temos fé na independência e sabedoria do Poder Judiciário. Ao final e demonstrada nossa total inocência, esta ação apenas mostrará a lisura com que trabalhamos.
Forte abraço a todos, um Feliz Natal e um Ano-Novo repleto de amor a todos!”
Operações em Arcos
Foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 26 mandados de busca e apreensão e ordem de afastamento de quatro agentes públicos em Arcos.
Dentre os alvos das conduções estavam o ex-prefeito do município, Claudenir José de Melo (Baiano), os vereadores João Paulo Cunha Marolo (PSD), atual presidente da Câmara, Wirlei de Castro Alves (PHS) e Pedro César Rodrigues (PSD), empresários e servidores da Prefeitura que ocupavam cargos de direção e chefia no período investigado.
Denominadas de “Ônibus Fantasma” e “Rota Alternativa”, as diligências representam a fase ostensiva das investigações criminais iniciadas em 2017, as quais revelaram o funcionamento de uma organização criminosa na Prefeitura de Arcos, entre os anos de 2009 e 2012 e agosto de 2014 a 2016, com a participação do então prefeito, do ex-secretário de Obras, de vereadores e de diversos outros servidores públicos, além de empresários.
A Operação “Ônibus Fantasma” está relacionada aos processos licitatórios realizados para a contratação de empresas para prestar serviços de transporte de estudantes universitários e de alunos da zona rural para as escolas municipais. O nome da operação decorre do superdimensionamento das planilhas de controle dos serviços de transporte, as quais indicavam distâncias maiores que as efetivamente percorridas e trajetos que não eram realmente executados pelas empresas.
A Operação “Rota Alternativa” representa a ampliação das investigações para outras áreas nas quais se apurou a atuação da organização criminosa, com direcionamento de licitações e superfaturamento de contratos nos mais variados setores de atuação da Prefeitura. O termo “Rota Alternativa” faz referência ao trajeto do dinheiro pago a maior em favor das empresas, por meio de aditivos ilegais inseridos em contratos administrativos, dinheiro que retornava, na forma de propina, a servidores públicos envolvidos com as fraudes.
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