Melhor explicando o título da matéria:
A impressão dos presentes ao término da reunião extraordinária da Câmara foi a de que o chamado ?Pacotão do Mazinho?, vereador que por circunstâncias ainda meio desconhecidas, assumiu a autoria do polêmico projeto quase no apagar das luzes de 2012, repentinamente, se viu diminuído e muito seu prestígio junto à população formiguense, em especial àqueles que nele votaram.
Mas, como não há nada de ruim que não possa piorar, ou melhorar, o vereador demonstrando lucidez, teve a corajosa atitude de pedir a retirada de mais de 95% dos artigos do projeto. Assim sendo, transformou, como que num passe de mágica (muito benvinda aos olhos da população) o tal pacotão, em pacotinho. E então, Mazinho viu novamente crescer o seu ?IBOPE? e, ao final da reunião, já estava sendo chamado de ?Mazão?.
Foi um final feliz e é preciso registar aqui que, indiferentemente das razões que muitos alegam, o levaram a assumir a paternidade do projeto, ele agindo desta forma, acabou contribuindo e muito para o engajamento da população formiguense, na luta contra o que a ela, ao menos em princípio, não interessava. A Câmara nunca contou com presença tão expressiva de populares de todas as camadas sociais.
A partir da ação do combativo vereador Cabo Cunha e de alguns de seus pares, dentre estes Reginaldo, Cid e Eugênio, que souberam usar com maestria o poder de comunicação do ex-prefeito e radialista Jaime Mendonça, de parte da imprensa e em especial da facilidade de mobilização por intermédio das redes sociais, o ?pacotão de maldade?, conforme alguns o definiram, acabou se transformando em pífia perspectiva de se multar bancos ou contribuintes do ISSQN ? Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – que se recusem a fornecer informações ao fisco, e, na aprovação de lei municipal que permita a cobrança do mesmo imposto aos cartório, s que até então estavam isentos de tal obrigação.
É claro que Cabo Cunha, Reginaldo, Eugênio e Cid, perspicazes, inteligentes e livres pensadores, como sempre se mostraram, ?nadaram de braçada? na defesa dos interesses do eleitorado próprio ou não, obrigando até mesmo ao futuro secretário de Fazenda a participar da reunião, usando a tribuna para demonstrar aos vereadores e a população, aquilo que há muito nos parece óbvio: ?sem arrecadação não há como prestar serviços?, resumindo a questão!.
Aqui, acho que reside a importância do serviço que Mazinho prestou ao município, porque será a partir de toda esta ?quizumba? que a população e a futura administração, se valendo de instrumentos democráticos (oitiva de lideranças diversas como: ACIF, CDL, Associações de Bairros, de Classes, de Sindicatos, etc e/ou em audiências públicas, possam quem sabe, discutir em bom nível, novas majorações para as diversas taxas e impostos municipais hoje praticadas,, dentro de critérios justos e que não penalizem a quem quer que seja.
Redistribuição de renda, conforme explicou o secretário Toinzinho, é sim, papel do município e a cobrança justa de impostos é uma das formas de se cumprir este objetivo. Quem pode mais, paga mais, quem pode menos paga menos e quem não pode pagara nada, tem que ser tutelado pelo Estado.
Dentre as diversas manifestações havidas e diante do silêncio do vereador Edmar e das poucas palavras proferidas pela vereadora Meirinha, destacamos as intervenções de Moacir Ribeiro que, apesar de debitar a autoria do projeto na conta do Mazinho, foi inteligente o bastante para enaltecer o serviço que, também no entender dele, o vereador prestou ao município, permitindo a abertura de um debate que, tudo indica, se prolongará ao longo do próximo ano.
Mais uma vez Moacir garantiu que jamais penalizará a classe menos favorecida e advertiu que sem perseguições, coisas que não fazem parte de seus planos, não permitirá que a especulação promovida pelos ?abastados? vigore nesta cidade, livremente como até então.






