O pagamento do 13º salário deve injetar cerca de R$ 249,8 bilhões na economia brasileira. É o que estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Esse montante representa quase 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. No total, 85,5 milhões de brasileiros receberão o rendimento adicional que, em média, será de R$ 2.672.

Em Minas Gerais, o abono deve ser pago a mais de 9 milhões de trabalhadores, injetando cerca de R$ 23,4 bilhões na economia mineira. A média de pagamento por pessoa é de R$ 2.257.

O 13º será pago aos trabalhadores do mercado formal – aqueles que trabalham de carteira assinada -, beneficiários da Previdência Social e aposentados/beneficiários de pensão da União, dos estados e dos municípios.

Para o levantamento, o Dieese diz ter feito os cálculos com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Previdência, além de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Previdência Social e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O impacto pode ser ainda maior, já que o departamento não leva em conta trabalhadores autônomos, assalariados sem carteira assinada que recebem algum tipo de abono no fim de ano. O Dieese diz não encontrar dados disponíveis sobre esses tipos de proventos.

O que fazer com o pagamento

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis da Universidade Federal de Minas Gerais (Ipead/UFMG) no último dia 4 mostra que mais de 66% dos entrevistados vão destinar o abono de fim de ano para pagar dívidas (37,61%) ou poupar para outros fins (28,44%).

Em 2018, quitar dívidas com o 13º era a opção de 25,77% dos entrevistados pelo Ipead, índice que subiu para 29,9% em 2019 e 2020, e chegou a 35% em 2021.

O levantamento mostrou também que poucas pessoas estão pensando em usar o dinheiro para presentear. Apenas 0,92% dos entrevistados responderam que vão “realizar compras de presentes de Natal”. É o segundo ano seguido que a opção é a menos citada entre as 11 possíveis na pesquisa.

Fonte: Hoje em Dia

 

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