A palestra sobre Adoção Tardia, Apadrinhamento Afetivo e a Nova Lei da Adoção foi realizada em Formiga nesta quarta-feira (1º). O evento foi realizado no Salão da Paróquia São Vicente Férrer (MAJ).
A ideia surgiu a partir de um trabalho da disciplina de empreendedorismo, desenvolvido pelos alunos do 9º ano do Colégio Losanglo, com o tema ?Responsabilidade Social?.
Na mesa de honra estavam o juiz da Vara Criminal da Comarca de Formiga, Richard Fernando da Silva; a psicóloga da Comarca, Fernanda Simplício Cardoso, que conduziram a palestra; a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Elizabete Castro Batista; a coordenadora da Casa de Acolhimento, Kelsilene Rezende; a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cirlanda Chaves; o delegado regional, Edilberto Tadeu Rodrigues; os secretários municipais Sheldon Almeida (Gabinete) e Luís Carlos da Silva (Desenvolvimento Humano); e os professores do Colégio Losanglo, Juliana Albanez e José Geraldo Cunha (Cabo Cunha).
O juiz Richard Fernando disse que o objetivo do encontro era estimular para que a criança e o adolescente fossem adotados, ou ainda, encaminhados à própria família. ?Existe uma necessidade no município no que se refere à adoção e ao abrigo, assim como no Brasil. Temos na comarca de Formiga uma lista de adoção?.
A psicóloga Fernanda Simplício destacou os elementos que dificultam a adoção acima dos três anos de idade, que já é considerada tardia. ?90% dos candidatos a adoção têm preferência por crianças com menos de 1 ano de idade. Mas eu percebo que isso é mais uma ordem do preconceito. Existem 112 famílias cadastradas na comarca de Formiga, que abrange Córrego Fundo e Pimenta?, explicou.
Outro ponto discutido por Fernanda Simplício foi a rotina nos abrigos. ?Nestes locais, a criança não tem uma rotina familiar, pois a afetividade se constrói no dia a dia em casa. Existe ainda a questão da cor e do sexo, fazendo com que isso dificulte a adoção?, contou a psicóloga.
A professora de empreendedorismo do Colégio Losango, Juliana Albanez, contou que, quando foi lecionar a disciplina, a ideia do projeto já existia. ?O interesse das alunas que desenvolveram o projeto não é abrir empresas e sim, por meio dessa atitude, mobilizar a comunidade, com o objetivo de esclarecer sobre o assunto?.
As estudantes que desenvolveram o projeto foram Ayanne Castro, Aluísia Tavares de Faria, Caroline Melo, Laís Belo e Caroline Campos. O objetivo delas com a promoção desta palestra foi de informar sobre como é feito o apadrinhamento afetivo. As estudantes partiram da ideia de que ?a maioria das pessoas vão ao abrigo com o intuito de adotar uma criança recém nascida, de olhos azuis e, muita vezes, ficam aguardando por até sete anos. Queremos mostrar que esse preconceito com crianças com idades mais avançada pode ser quebrado. No local, há até adolescentes de 16 anos para serem adotados?.
O evento contou também com a participação de alunos do curso de serviço social do Unifor-MG.

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