O meia Paulo Henrique Ganso sabe que tem um papel importante na seleção brasileira, que disputa a Copa América na Argentina. Considerado pelo técnico Mano Menezes como o único jogador com características para usar a camisa 10 do Brasil, ele admite sua responsabilidade na competição, mas nega ser o centro das atenções da equipe. ?É uma responsabilidade muito grande, mas tenho certeza que se apresentar um futebol muito bom dentro de campo, a gente vai tirar um pouco da pressão de jogar com a camisa 10 da seleção?, disse o jogador, acostumado também a usar a 10 do Santos, imortalizada por Pelé. ?É uma responsabilidade dobrada usar a camisa que é do Rei. Também é uma honra e espero estar representando muito bem?, completou Ganso, que acredita ter estilo de jogo parecido com o de Rivaldo, camisa 10 do Brasil na conquista do pentacampeonato mundial em 2002.
Mesmo consciente de sua importância na equipe, Ganso acredita que é preciso enxergá-lo apenas como mais um jogador dentro do grupo. O meia exaltou o restante do elenco e lembrou que não pode se acomodar, para não correr o risco de perder a vaga entre os titulares. ?Não sou o centro das atenções, sou apenas mais um querendo ajudar a seleção e também querendo começar uma nova história aqui. A minha função é deixar todos na cara do gol, armar as jogadas para a seleção. Só procuro fazer isso, ajudar dentro de campo, para a gente não ter dificuldades para concluir em gol?, explicou.
A lesão sofrida na coxa direita durante a final do Campeonato Paulista, em maio, não preocupa mais o meia, que voltou aos campos apenas no jogo que deu o título da Copa Libertadores ao Santos, em decisão contra o Peñarol, na última semana.
O jogador acredita que está plenamente recuperado e poderá defender o Brasil em todos os jogos da Copa América, que tem início marcado para hoje, sexta-feira. A seleção entra em campo pela primeira vez apenas no domingo, para enfrentar a Venezuela, em La Plata. Se chegar à final serão seis jogos em 20 dias. ?Eu consegui me recuperar muito bem, apesar das lesões serem sérias. Já pude jogar a final da Libertadores, ver se eu estava em condições totais de jogar a Copa América e deu tudo certo. Me sinto super bem, sem receio nenhum e preparado para aguentar esses jogos?, explicou Ganso, que no ano passado sofreu uma lesão no joelho e ficou mais de seis meses afastado.
Durante o tempo em que ficou parado por conta das lesões, Ganso recebeu apoio dos amigos do Santos, como Neymar, da família e também de Kaká, possível adversário na briga por uma vaga no meio-campo da seleção. O santista revelou conversar com o meia do Real Madrid frequentemente e ter recebido até um desejo de boa sorte antes da final da Libertadores. ?O Kaká é uma grande pessoa, um craque do futebol, e a gente está sempre conversando. Ele sempre me passa conselhos e me deu muita força durante o período em que estive machucado e até me desejou sorte na final da semana passada?, afirmou.






