O educador da rede municipal de ensino, Alex Sandro Alvarenga Arouca, esteve na reunião da Câmara Municipal nesta segunda-feira (12). Ele fez uso da ?Tribuna do Povo? e falou sobre os reajustes salariais da classe.
Alex Arouca falou sobre o piso nacional. ?Deu entrada nesta Casa um projeto de lei readequando o piso. O valor vai passar para R$875 para a carga horária de 24 horas e o piso nacional é de R$870. Na manchete do jornal ?A Cidade? [órgão oficial da administração municipal] traz: ?Prefeitura quer superar novo piso nacional dos professores?. Eu não estou aqui para pedir coisas que é obrigação do município fazer. Só estou questionando o tamanho da manchete, o que está a mais aqui são R$5. Parece que o professor está ficando rico com esta manchete. Se a pessoa ler só essa manchete, dá essa impressão, não estou desprezando os R$5 não, claro que qualquer centavo a mais, é a mais. O tamanho da manchete não condiz com a realidade?, disse.
O educador explicou que o reajuste é retroativo a janeiro. ?Esse retroativo parece que virou moda. No ano passado, alguns benefícios também foram pagos retroativamente. Parece que a máquina só funciona na pressão. Eu cheguei a assinar um requerimento de rescisão do meu contrato. Eu cheguei a protocolar, mas poucos dias depois foi pago tudo retroativo. O secretário de Administração [Sudário Macedo] falou que contratado era contratado e que eu não tinha que receber nada. Eu sou contratado porque não abriram concurso para o meu cargo, não é porque eu quero ser contratado não. Agora vão abrir de novo e sei lá quando esses concursos vão sair. Ele disse que contratado não tinha esses direitos e pouco depois teve que ?engolir? o que disse, pois teve que pagar tudo retroativo?.
?Parece que estamos emprestando dinheiro para a Prefeitura, porque três meses não pagam, aí depois descobrem que era direito e pagam devidamente retroativo e sem juros. Ou seja, o meu armazém, o armazém dos professores, cobram juros. Parece que essa palavra retroativo veio para empréstimo. Que os funcionários da Prefeitura estão emprestando dinheiro para eles, é o que pelo menos parece. Se querem pagar ?certinho?, pagam na data certa aí não precisam usar essa palavra retroativo. Essa prática tinha que parar, tinha que ser pago antes para não ter esse problema?, ressaltou.
Alex Arouca disse ainda que, de acordo com o jornal, vão pagar o adicional de educação especial e que no ano passado não foi pago. ?Foi pago só o regente de turma, pois o aluno passa por vários professores. Esse adicional de educação especial foi pago só para o regente, para os demais professores não. Parece que agora vão pagar?.
O educador lembrou que o piso salarial é o mínimo. ?Quando entra em discussão na sociedade, parece que é o máximo. Piso é o mínimo e tem que ser pago.
?Sobre a questão da regência de classe, que foi retirada, já entrou um projeto aqui [na Câmara] reconduzindo. Essa regência foi tirada por um erro no Plano de Carreira. Nenhum professor criou o plano, revisou o plano, aprovou o plano. O erro foi no bolso do professor, doeu para quem não tinha nada haver com isso. Me parece que a gente está aqui exigindo uma coisa e digo que não, estamos apenas fazendo um desabafo, pois o que é lei vai ser pago, seja hoje, seja amanhã?.
O professor cobrou mais apoio à classe educadora. ?Parece que a classe não tem muita voz, principalmente, aqui em Formiga, seja por medo, por timidez. Talvez esteja na hora de Formiga ter um sindicato que abranja todos os professores. Temos os sindicatos separados, de professores de escola particular, de efetivos. Se tivéssemos alguém que defendesse a classe como um todo, sem distinção, independente de onde o professor trabalha?, concluiu.
Formiga
“Parece que os professores estão emprestando dinheiro para a Prefeitura”, diz educador
- por Últimas Notícias
- 13/03/2012 - 20:10








