Médicos e especialistas em dor têm feito, cada vez mais, o uso de música durante procedimentos cirúrgicos ou em outros ambientes de recuperação nos hospitais.
Boa parte dos cientistas acredita que a música exerce um efeito analgésico nos pacientes – ou que, por mais que o efeito não seja real, ela faz com que os pacientes se concentrem nos elementos musicais, e se esqueçam um pouco da dor.
Várias pesquisas têm buscado determinar se, de fato, o alívio da dor a partir da influência musical é real, ou apenas um efeito placebo.
Em um estudo recente realizado nos Estados Unidos, 153 pessoas foram submetidas a sessões de choque nas mãos, enquanto ouviam a música. A intensidade dos choques aumentava ao longo do experimento. Durante as sessões, os pacientes foram estimulados a prestar atenção às músicas, tentando identificar elementos musicais, como notas específicas e instrumentos presentes nas canções.
Ao medir a dilatação das pupilas e a atividade cerebral dos pacientes, os cientistas da Universidade de Utah notaram que, ao se concentrarem nas melodias, os pacientes sentiram grandes alívios da dor.
Os maiores alívios foram percebidos nos pacientes que estavam, inicialmente, mais ansiosos. O estudo foi publicado na edição de dezembro do Journal of Pain, nos EUA.
Outro estudo, realizado na Suécia e publicado em 2009 encontrou resultados similares: crianças que passaram por sessões de musicoterapia após cirurgias precisaram de quantidades menores de morfina que aquelas que não fizeram as sessões musicais.
Por outro lado, uma compilação de dados de mais de 3.600 pacientes de 51 estudos diferentes, publicada na Cochrane Database, indica que o efeito do alívio não é muito grande. Dessa forma, o uso potencial da técnica de musicoterapia em práticas clínicas, por enquanto, não é previsto como uma nova técnica da medicina.








