A Polícia Federal (PF) informou neste domingo (19) que identificou mais cinco suspeitos de participar do assassinato do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips na região do Vale do Javari, no Amazonas.

Os investigados teriam ajudado a ocultar os corpos, resgatados na quarta-feira (15), após um outro suspeito confessar envolvimento no crime e levar policiais federais ao local onde estavam enterrados.

“As investigações continuam no sentido de esclarecer todas as circunstâncias, os motivos e os envolvidos no caso”, diz o comunicado divulgado pela PF neste domingo. Ela não informou a identidade dos suspeitos.

Os três devem ser indiciados apenas pelo crime de ocultação de cadáver e vão responder às acusações em liberdade, porque a pena é inferior a quatro anos.

A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região.

Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: desmatamento e avanço do garimpo.

Justiça estadual decretou a prisão de três pescadores

Até o momento, três pescadores foram presos na investigação.

Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, que confessou o crime e indicou o local onde os corpos foram enterrados; o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos; e Jeferson da Silva Lima, conhecido Pelado da Dinha, que se entregou à Delegacia de Atalaia do Norte (AM), no sábado (18), após ter a prisão decretada pela Justiça estadual.

Os três teriam participado diretamente do duplo homicídio e tiveram a prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça do Amazonas.

A Polícia Civil do Amazonas também confirmou, neste domingo, que “investiga a participação de mais pessoas no crime”.

O trabalho de investigação continua em duas frentes.

No Amazonas, o comitê de crise criado para encontrar Bruno e Dom continua em busca de elementos que possam ajudar a esclarecer a dinâmica do crime, incluindo a embarcação usada pelo indigenista e pelo repórter quando eles foram assassinados.

Em Brasília, peritos do Instituto Nacional de Criminalística examinam os restos mortais recolhidos pela PF.

Os exames já confirmaram que os corpos são do indigenista e do jornalista.

Os peritos também concluíram que eles foram assassinados a tiros: Bruno foi baleado três vezes, na cabeça e no tórax, e Dom uma vez, no peito. Eles foram alvejados por munição de caça.

Barco usado por Bruno e Dom ainda não foi encontrado

O barco usado por Brun e Dom no momento em que foram abordados e mortos a tiros ainda não foi encontrado.

Neste domingo continuam as buscas pela embarcação. Na sexta-feira (17), as ações das forças de segurança encerraram no fim da tarde.

A região onde as buscas se concentram foi apontada por Amarildo da Costa Oliveira. Ele também indicou à polícia o local onde a embarcação foi afundada e a área onde os corpos das vítimas foram ocultados.

Fonte: O Tempo

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