Enquanto Romeu Zema (Novo) reafirma que não abre mão de disputar a Presidência da República em outubro, o Partido Liberal (PL) estuda estratégias para levá-lo à vice na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O governador de Minas Gerais, no entanto, descartou nos últimos dias qualquer posição secundária, tanto em entrevistas quanto em conversas com aliados.
Apesar disso, o PL continuará buscando apoio de Zema, com o objetivo de consolidar uma candidatura unificada da direita e fortalecer a disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
O presidente do PL em Minas Gerais, deputado federal Domingos Sávio, destacou a relevância do governador mineiro para o pleito. “O governador Zema é um dos principais expoentes da política em Minas Gerais, o maior colégio eleitoral do país, e pode ter papel decisivo na eleição presidencial”, afirmou. Ele ressaltou, porém, que o candidato do partido é Flávio Bolsonaro e que o apoio de Zema seria estratégico para aumentar as chances de vitória.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Netto, também reforçou a intenção de buscar Zema para uma composição. “Zema seria um ótimo vice. O ideal é estarmos todos juntos no primeiro turno para vencermos as eleições”, disse em entrevista ao jornal O Globo. A defesa de Valdemar conta com o apoio de outros líderes políticos, como o senador e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab.
Articulações em Minas
A aproximação do PL ocorre em meio a indefinições sobre as alianças partidárias em Minas Gerais. O vice-governador e candidato à sucessão de Zema, Mateus Simões (PSD), mantém lealdade ao governador, o que pode inviabilizar a aliança entre PL e PSD, articulada anteriormente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).
O PL exige que a chapa em Minas apoie nacionalmente Flávio Bolsonaro, em detrimento da candidatura própria de Zema ou de outros presidenciáveis do PSD, que recentemente filiou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Com isso, o partido comandado por Kassab terá três presidenciáveis: Caiado, Eduardo Leite (RS) e Ratinho Junior (PR).
Os partidos têm até o fim do primeiro semestre para registrar as chapas na Justiça Eleitoral, mas há consenso de que adiar a definição pode prejudicar a corrida eleitoral. Para o PL, a saída é que o PSD aceite apoiar Flávio Bolsonaro em Minas, com a aposta na eventual desistência de Zema.
Caso Zema mantenha sua candidatura, o partido considera o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como alternativa para formar um palanque competitivo no estado. Segundo integrantes do PL, Cleitinho poderia atrair eleitores mais fiéis a Jair Bolsonaro e fortalecer a candidatura de Flávio em Minas. O senador, no entanto, disse que só definirá sua candidatura ao governo estadual em março.
Com informações do O Tempo







