A Polícia Civil confirmou nessa quinta-feira (19) que instaurou um inquérito para apurar o desaparecimento de uma encomenda com doces bem-casados para um casamento no último fim de semana, em Confins.

Conforme a PC, o caso, em tese, caracterizado como apropriação indébita, pode gerar uma pena de 1 a 4 anos de prisão e multa ao culpado.

O casamento em um hotel fazenda em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estava com quase tudo preparado, mas faltava a entrega dos doces bem-casados. A encomenda foi solicitada para ser entregue pelo aplicativo Uber Flash, mas o motorista não apareceu. Quando foi contatado pela solicitante da encomenda, alegou que foi orientado pela empresa a descartar os doces em um terreno baldio.

Em um dos áudios encaminhados, o motorista da Uber disse que seguiu orientação recebida pela empresa. “Resolve com a Uber, não é comigo, não. Fui no endereço certo, assim que cheguei no local, liguei para vocês, mandei mensagem. Reportei para a Uber, o próprio aplicativo mandou descartar a mercadoria. Eu estava a trabalho e não podia rodar com aquilo dentro do carro. E, outra coisa, ficou dentro do porta-malas e estragou”, alegou.

O casamento ocorreu normalmente, mas sem os doces. A solicitante entrou em contato com a Uber e recebeu a informação de que teria o valor da corrida estornado, mas não a mercadoria.

Em nota, a Uber se colocou à disposição das autoridades e “ressaltou que não é permitido enviar itens de valor ou cujo transporte seja proibido por lei, ou pelas regras da categoria. Itens essenciais e/ou com valor superior a R$ 500 não podem ser transportados, de acordo com os termos de uso da modalidade de serviço. Antes de cada solicitação, as regras do Uber Flash são exibidas no aplicativo para que o usuário possa verificar e concordar antes de seguir com o pedido”.

Fonte: Estado de Minas

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