Uma dupla envolvida no esfaqueamento do jornalista da TV Globo Gabriel Luiz, de 28 anos, em Brasília-DF na noite da última quinta-feira (14), abordou a vítima com o objetivo de roubá-lo, classificou a Polícia Civil. De acordo com o delegado responsável, os suspeitos haviam consumido medicamentos de tarja preta antes do crime.

 

Segundo o delegado da 3ª DP (Cruzeiro Velho), Petter Fischer, Gabriel saiu para fazer um lanche e, ao retornar para o condomínio onde mora, passou a ser seguido pelos envolvidos.

O menor de idade deu um mata leão na vítima, enquanto o maior esfaqueou Gabriel. “Enquanto um estava dando as facadas, o outro conseguiu subtrair a carteira e o celular”, explicou o delegado-chefe adjunto da 3ª DP, Douglas Fernandes.

Ambos não conheciam o jornalista. “Foi uma vítima escolhida, que foi verificada no caminho, enquanto eles estavam andando. Verificaram uma vítima em potencial”, afirma o delegado.

Após o roubo, o maior de idade, identificado como José Felipe Leite Tunholi, 19 anos, relatou em depoimento à Polícia Civil que largou o celular no chão ao perceber que o aparelho poderia ser rastreado. “A carteira foi localizada com os documentos, alguns cartões, e R$ 20, mas ele confessou que subtraiu a quantia de R$ 200”, esclarece Douglas Fernandes.

Ainda segundo o delegado Douglas Fernandes, a dupla havia consumido Rohypnol antes do crime. O medicamento tem uso controlado e é administrado para reduzir os sintomas de insônia. Em matéria publicada pelo Correio Braziliense em 2019, o remédio é citado como uma das drogas utilizadas de forma recreativa na capital federal, causando problemas de dependência entre os jovens da região.

 

Fonte: estado de Minas

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