Cinco policiais civis – dois na ativa e três aposentados – estão entre os investigados de uma operação que apura crimes de compra e fraude na aquisição da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os agentes atuam no Departamento de Trânsito (Detran).

Cada carteira falsa rendia em torno de R$ 8 mil a 10 mil ao grupo. Outras fraudes – em exames de legislação e médicos, por exemplo – custavam cerca de R$ 3 mil. O Ministério Público, responsável pela operação, não repassou mais informações sobre a situação dos suspeitos.

O promotor de Justiça, Peterson Queiroz, detalhou que a quadrilha atuava em todos os processos de aquisição de uma habilitação, até mesmo na renovação.

“Desde o início, das aulas do exame teórico até os exames médicos de renovação da carteira e em casos de recuperação da carteira por suspensão por pontos”, revelou.

Nesta quinta-feira (1º), 31 mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Ribeirão das Neves, Betim, Ibirité, Lagoa Santa, Divinópolis, Nova Lima e Itaobim.
Além disso, as apurações identificaram pelo menos 40 acidentes de trânsito envolvendo pessoas que compraram as CNHs, sendo que em um desses acidentes uma mulher, passageira de um ônibus, teve a perna amputada.

A operação é realizada em conjunto com a Corregedoria Geral da Polícia Civil e Polícia Militar (Batalhão Rotam, Batalhão de Choque, Companhia de Policiamento com Cães, Batalhão de Trânsito, Batalhão de Polícia Militar Rodoviária e Diretoria de Inteligência da PMMG).

A operação foi batizada de “Fraus Omnia”, em referência à expressão latina “fraus omnia corrumpit” (a fraude tudo corrompe).

Fonte: Hoje em Dia

 

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