O preço do barril de petróleo Brent disparou nesta segunda-feira (9), atingindo quase US$ 120, em meio ao conflito no Oriente Médio. A cotação da commodity começou o dia em US$ 92,69 e chegou ao ápice de US$ 119,46 às 23h30 de domingo (horário de Brasília), equivalente a R$ 626,14, marcando a maior valorização diária desde 1988. Em apenas dez dias, desde o início do conflito, o petróleo subiu cerca de 40%.
No Brasil, os preços dos derivados ainda estão abaixo da paridade internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o óleo diesel está 78% mais barato e a gasolina, 46% inferior à média mundial.
Diante desse cenário, a Abicom defende um reajuste dos combustíveis. No caso da gasolina, o aumento sugerido seria de R$ 1,20 por litro, passando de R$ 5,99, preço médio em Belo Horizonte e região segundo o site Mercado Mineiro, para R$ 7,19. Para o diesel, o reajuste seria de R$ 2,74, elevando o preço de R$ 6,04 para R$ 8,78.
O aumento expressivo do petróleo, que chegou a registrar alta de quase 30% nesta segunda-feira, reflete a tensão internacional e pressiona o mercado interno, reforçando o debate sobre a necessidade de ajustes nos preços dos combustíveis no Brasil.
Com informações do O Tempo








