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Nessa quarta-feira (29), o prefeito Eugênio Vilela e a secretária de Gestão Ambiental Giovana Borges se reuniram com os moradores do bairro Nossa Senhora Aparecida (Água Vermelha) para discutirem soluções para o problema gerado pela combustão no lixão localizado no prolongamento da rua Euclides da Cunha. O encontro contou também com a participação do vereador Flávio Martins que tem acompanhado de perto a busca por soluções para o grave problema.
A reunião ocorreu após a diretoria das Obras Sociais do bairro Nossa Senhora Aparecida/Água Vermelha protocolar um ofício junto à Prefeitura. Por meio do documento, os moradores relatam a situação do lixão e exigem uma solução imediata para o problema.
Não faz muito tempo, o município executou algumas obras no local na tentativa de solucionar o vazamento de fumaça malcheirosa, resultante da combustão dos materiais descartados na área. Uma das ações realizadas pela Secretaria de Gestão Ambiental foi aterrar o lixão, mas a intervenção não surtiu efeito e os moradores continuam a reclamar do mau cheiro exalado da área devido à decomposição do material aterrado.
Nas falas da maioria dos moradores ficou claro que soluções paliativas como a que foi realizada, não serão mais aceitas.
Na segunda-feira (27) Giovana, o secretário de Obras, José Ronaldo do Couto e o diretor do Saae, Flávio Passos visitaram a área acompanhados de representantes da Polícia Ambiental e do Corpo de Bombeiros.
Ao final do encontro, ficou demonstrado que o problema é realmente grave e que, praticamente por suas características, a situação está fora de controle. Agora, a solução definitiva demandará mais tempo. A Prefeitura terá que contratar especialistas para identificar o tipo de material que está em combustão, assim como a tipificação e quantificação dos gases produzidos no local.
A secretária de Gestão Ambiental informou aos moradores que algumas medidas serão tomadas de imediato mais notadamente aquelas que evitem o surgimento de erosões sobre o aterro que recentemente foi construído, ou o carreamento de material para a base do talude. A infiltração de águas pluviais que venham a pressionar e facilitar a expulsão dos gases que estão sendo exalados por meio da fumaça também precisa ser contida.
Giovana garantiu que, ainda nessa semana, a Prefeitura entrará em contato com algumas empresas especializadas em solucionar esse tipo de problema, inclusive as que executam análises de material particulado para que então, um projeto mais amplo e calcado em bases e informações mais sólidas possa ser elaborado e executado.
O prefeito se comprometeu com os moradores a colocar em prática as medidas prometidas para solucionar definitivamente o problema, em prazo mais curto possível. Eugênio deixou claro que, se preciso for, em razão dos trâmites e exigências burocráticas previstas na Lei de Licitações se valerá da decretação de estado de calamidade para acelerar o processo.
Eugênio se mostrou bastante preocupado com a questão, em especial ao saber do grande número de pessoas acometidas por doenças respiratórias. Ele afirmou que, com as últimas providências implementadas pela municipalidade, acreditava que a fonte do problema estava debelada ou contida e que, diante da nova realidade, apesar do problema haver sido criado há muito tempo, com a deposição irregular de lixo no local, isto agora, é sim, questão a ser resolvida pela atual administração e que assim sendo, é prioridade de seu governo.
Ao final da reunião, que durou cerca de duas horas, outros assuntos e reclamações da comunidade foram analisados, merecendo destaque o escoamento de esgoto na mesma rua, assunto levantado pelo vereador Flávio Martins e que recebeu como resposta do prefeito a informação de que o diretor do Saae, Flávio Passos já estava ciente e o encaminhamento de solução (construção de rede coletora) estava na pauta da autarquia.
A falta de um local para o descarte de materiais inservíveis como: móveis, eletrodomésticos e outros também foi objeto de solicitação por parte dos moradores e a secretária Giovana informou que por meio de convênio com Acif/CDL, a prática da logística reversa seria em breve implantada e cobrada pela fiscalização.








