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Prefeitura de BH concede bônus para agente que reduzir dengue

A Prefeitura da capital mineira concederá um bônus para os agentes epidemiológicos que conseguirem diminuir o número de casos notificados de dengue na região que atuam. O incentivo pode chegar até a um novo salário e será pago em março do ano que vem. Os profissionais ganham R$ 700.
Em outubro, o índice de infestação médio da cidade, Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (o LIRAa), ficou em 0,9% contra 2,2% do mesmo mês do ano passado. Para o secretário municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, esse incentivo financeiro foi um dos fatores – além do inverno mais seco deste ano – que contribuíram para a queda do índice de infestação do mosquito transmissor da dengue.
A bonificação varia de acordo com os resultados alcançados pelos 4.000 agentes de endemias. Eles terão que reduzir em pelo menos 60% os números de casos nos locais em que atuam. Apesar da redução do LIRAa, o secretário lembra que o sinal vermelho de alerta contra a doença deve permanecer acesso.
A Prefeitura de Belo Horizonte gasta por ano cerca de R$ 30 milhões com a dengue. A bonificação deve acrescentar R$ 2 milhões ao orçamento. Até esta terça-feira (16), o número de casos confirmados na capital (51.783,) já supera em 300% todo o ano de 2009 (12.911).

Prefeitura faz alerta pelo telefone

Outro exemplo a ser seguido como estratégia da Prefeitura de Belo Horizonte é a prevenção por meio de telefonemas. A intenção é fazer ligações para os 390 mil moradores que estão em áreas de maior risco, com Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) acima de 1%, todos os meses. A ação de telemarketing, segundo o secretário de Saúde da capital, Marcelo Teixeira, faz parte da estratégia de envolver mais os moradores no combate a dengue. A ligação terá um custo de R$ 0,02. Segundo Teixeira, 77,5% dos criadouros estão em imóveis habitados. Os maiores vilões na proliferação da doença são as latas e garrafas de plástico.