A secretária de Desenvolvimento Humano de Formiga, Débora Brás, informou que as atividades no Banco de Alimentos foram retomadas no início de junho, após 8 meses de paralisação.
Instalado em 2005, em Formiga, o projeto do Governo Federal foi paralisado em outubro de 2012, trazendo prejuízos para dezenas de pequenos agricultores da região e dificuldades para coordenadores de entidades assistenciais da cidade. Apenas a distribuição de cestas básicas para famílias carentes do município foi mantida.
Até 2012, estavam cadastradas junto ao banco, 85 entidades que juntas atendiam cerca de dez mil pessoas.
A justificativa da administração para a demora em reabrir o banco era a dificuldade para a renovação do convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, problema que, segundo a secretária, já estaria solucionado. ?O trabalho já foi retomado. Agora nós estamos recadastrando as entidades, o trabalho é feito pela própria secretaria?, explicou Débora Brás.
A realidade
Em visita ao Banco de Alimentos, na quarta-feira (12), visualmente, foram encontradas apenas as cestas básicas montadas e itens para a montagem das mesmas, o que em nenhum momento foi paralisado. Muito diferente do que ocorria no passado.
Quando o banco estava em pleno funcionamento, parte da produção de pequenos produtores era doada, por ser imprópria pra venda, mas em condições de consumo, ou comprada por meio do Programa Federal de Aquisição de Alimentos (PAA).
Antes, os alimentos que chegavam ao banco eram selecionados, processados, ou não, embalados e distribuídos gratuitamente às entidades assistenciais. Pelo registro feito no local, pelo jornal, por meio de fotos, não dá para dizer se esse trabalho foi retomado. Ou seja, as atividades do banco continuam as mesmas, desde o início do ano.
Na Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável, responsável pela compra das produções, confirmamos o que vimos. Nada está sendo comprado dos produtores. ?Ainda não. Estamos cadastrando produtores e entidades. Por enquanto nada está concluído. Após esse cadastramento, que é feito online, ser enviado para a Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, a lista precisa ser aprovada, e o prazo que isso leva, não tem como dizer. Até porque, antes, os produtores terão que receber um cartão para sacar o pagamento, que era feito por depósito bancário. Concluída a fase de cadastramento e retomado o trabalho, assim que for entregue a produção e prestarmos conta para a secretaria nacional, o dinheiro será liberado para o produtor?, explicou a funcionária da secretaria, Gisele Bueno Martins.
Os trabalhos no Banco de Alimentos podem mesmo terem sido retomados, mas quando efetivamente, produtores e entidades voltarão a se beneficiar dele, isso não se sabe.






