As reclamações de consumidores junto aos órgãos de defesa do consumidor, os Procons, contra diversos tipos de empresas, alcançaram a marca de 1,09 milhão no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec). Minas Gerais ficou em 4º lugar com 102,9 mil atendimentos, ou 9,4% do total, perdendo para São Paulo que liderou com 306,7 mil atendimentos, Goiás com 126,1 mil e Distrito Federal com 125,3 mil atendimentos de reclamações contra empresas.
Com relação aos setores mais reclamados, o financeiro, que engloba cartões de crédito, bancos, seguradoras e financeiras, liderou a lista. Foram 325 mil atendimentos entre janeiro e novembro. Ainda no ranking das empresas mais reclamadas, a Oi, Itaú/Unibanco e Bradesco ocupam os primeiros lugares (veja quadro ao lado).
O coordenador geral do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor, Francisco Rogério Lima, atribuiu a diferença entre os Estados ao número de postos de atendimento. Dos mais de 5.000 municípios dos Estados conveniados ao Sindec, há apenas 95 Procons municipais integrados, informou.
O responsável pelo Sindec em Minas Gerais, Ricardo Wagner Diniz Costa, do Procon Estadual, disse que o consumidor pode reclamar mais. A ideia é conseguir implantar o Sindec em todos os cem Procons de Minas Gerais, avaliou. No Estado, somente 50 estão no Sindec. Desses 50 Procons, 16 fizeram o cadastro de reclamação fundamentada, explicou.

Legislação
O governo federal promete enviar, ainda neste ano, ao Congresso Nacional dois projetos de lei na tentativa de fortalecer a defesa do consumidor no país. Além da aplicação de multas mais pesadas, o teto atual é de R$ 3 milhões, os Procons poderão estabelecer medidas corretivas às empresas que descumprirem os direitos dos consumidores.

Bancos
O Itaú/Unibanco ficou em 1º lugar na lista de bancos com maior número de reclamações em outubro, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central, na semana passada. O Banco do Brasil liderava a lista de reclamações desde julho deste ano.

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