Um professor de surfe foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma menina de dez anos de idade. A criança fazia uma aula na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando relatou aos pais a violência que sofreu.

Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou o relato da criança. O homem foi preso em flagrante em um hotel no bairro. Aos policiais, o professor negou o abuso.

Os pais chegaram a gravar uma aula que o professor deu para a menina. A previsão era que a duração fosse de 20 minutos. Mas, de acordo com a mãe, a criança saiu da água na metade do tempo, chorando muito.

Em depoimento, a mãe disse que a filha reclamou que o professor havia colocado o dedo várias vezes nas partes íntimas dela e que ela ficava tirando e pedindo que ele parasse, porque estava machucando, mas ele não parava.

O pai da criança relatou aos investigadores que foi procurado pelo professor, logo depois que a menina deixou a aula de surfe.

No depoimento, o pai contou que o professor disse a ele que a aluna reclamou de ter sido apalpada no bumbum mas que, na verdade, o braço dele teria tocado algumas vezes as nádegas da menina por causa do movimento das ondas.

Diante da reação da filha, os pais decidiram procurar a 16ª DP (Barra da Tijuca) para prestar queixa por violência sexual.

A menina foi encaminhada ao IML para fazer exame de corpo de delito, que comprovou o abuso. O documento afirma que há vestígios de “ato libidinoso da conjunção carnal”.

“No laudo feito pelo IML, a perita descreve com exatidão todas as lesões que essa menina de apenas dez anos sofreu e que são compatíveis totalmente com o relato da vítima”, afirmou o delegado Ângelo Lajes.

Os pais contaram que, no dia seguinte, o homem ligou para eles na tentativa de marcar uma nova aula. Os investigadores, então, orientaram o casal a marcar um encontro, e o professor acabou preso.

Com a prisão, a Polícia Civil investiga a possibilidade de novas vítimas reconhecerem o homem que dava aulas de surfe na Barra da Tijuca.

Na delegacia, o homem negou as acusações. Ele disse que tentou ajeitar o biquíni e acabou encostando na parte íntima da menina.

A mãe da menina pede que a justiça seja feita.

“O nosso desejo é que ele pague de forma justa pelo erro que ele cometeu. E que isso não aconteça com outras famílias. E que, de fato, a justiça seja feita, e que ele cumpra, e que ele sofra, as consequências desse erro que ele cometeu”, disse a mãe da criança.

Fonte: G1

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