O professor mineiro Antônio Teodoro Dutra Júnior, que foi encontrado na quinta-feira (13) após ficar quatro dias desaparecido no Parque Caparaó no Espírito Santo, contou que sobreviveu comendo uma barra de chocolate meio amargo que tinha na mochila. Ele passa bem, mas ainda vai passar por exames antes de voltar para casa.
Rosca, como é conhecido, fazia uma trilha até o Pico da Bandeira, em Dores do Rio Preto, mas, por motivos ainda desconhecidos, se perdeu no domingo (9). Ele foi encontrado após uma cadela farejadora guiar a equipe de Bombeiros até o local. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi resgatado lúcido e bem.
No hospital, em entrevista à repóter Mônica Camolesi da TV Gazeta Sul, ele contou em poucas palavras o que passou. “De domingo até hoje, o que comi foi uma barra de chocolate meio amargo. Estava muito frio, principalmente quando caía a noite. A água estava muito fria”, lembrou o professor.
Na entrevista ele também agradeceu aos militares que o encontraram e também às pessoas que fizeram orações. “Graças a Deus consegui sair de uma aventura inesperada, estou bem. Gostaria de agradecer ao pessoal do resgate, a todo mundo que torceu e orou por mim. Foi o que me tirou de lá, essa força. Foi o que impulsionou o meu querer, o meu querer andar, o meu querer sair dali”, disse.
Resgate
Segundo o coronel Cardoso, do Corpo de Bombeiros, cerca de 40 homens participaram das buscas, entre bombeiros do Espírito Santo e Minas Gerais, brigadistas e voluntários. Foi a cadela farejadora Beck, do Corpo de Bombeiros, que indicou onde o professor estava.
“O guia da cadela, cabo Breno, estava de férias. Sabendo da ocorrência, se apresentou à Corporação, se colocou à disposição e teve papel fundamental. Foi a cadela que ele guiava que indicou a localização da vítima”, disse.
O coronel ainda contou que o momento do resgate foi de grande comoção, tanto das equipes, como do professor. Segundo ele, as condições físicas de Antônio contribuíram para que ele fosse encontrado em bom estado de saúde.
“Contou muito a favor de toda ocorrência o fato de ser um homem de porte, jovem. Não era a primeira vez que ele subia no parque, tinha condição física boa, tinha levado suprimento. Há relatos de que consumiu a última barrinha de chocolate ainda ontem. Tudo isso contribuiu para que fosse achado com vida”, disse.
Para Cardoso, Antônio pode ter vivido momentos de tensão enquanto esteve sozinho na mata. “Houve registro de temperatura abaixo de zero em algumas noites lá. A área é muito grande, navegar naquele ambiente é difícil, porque a vegetação é muito densa, fechada”, completou.
Fonte: G1||https://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/professor-perdido-no-parque-do-caparao-diz-que-sobreviveu-comendo-uma-barra-de-chocolate-no-es.ghtml








