Depois de ficar três dias desaparecido e de ser encontrado em um hotel na cidade de Itaúna, sua terra natal, o promotor Rodrigo Otávio Gonçalves e Silva foi afastado do cargo por tempo indeterminado pela Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais.
Segundo informações que circulam pela imprensa estadual, a determinação foi tomada nesta quinta-feira (17) e atende a um requerimento da Corregedoria-Geral do Ministério Público, a qual pede o afastamento cautelar do promotor.
Uma nota divulgada pelo MP relata que Rodrigo Otávio não tem comparecido ao Juizado Especial Criminal em Belo Horizonte, onde trabalha. Assim, a ausência seria a justificativa para o afastamento cautelar do promotor de Justiça. Rodrigo Otávio trabalhou na Comarca de Formiga de 2004 a 2006, quando foi transferido para Belo Horizonte.
Desaparecimento
O carro do promotor de Justiça Rodrigo Otávio foi encontrado na manhã do dia 5 de setembro (sábado), no centro de Belo Horizonte. O veículo tinha manchas de sangue e, dentro do porta-malas, foram encontrados 52 processos (todos em andamento) do Juizado Especial Criminal da capital. Os processos já estão em poder da Procuradoria-Geral de Justiça para serem inspecionados.
Dentro do veículo foram encontrados também estilhaços de vidros, parte deles possivelmente de uma garrafa, um pedaço de pedra de mármore e uma lata de cerveja vazia.
O funcionário de um restaurante próximo do local onde o veículo estava abandonado teria visto um homem estacionando o carro na manhã do dia 5, e o carro só foi encontrado no dia 8. A pessoa tinha uma blusa amarrada no braço e a roupa estava suja de sangue. Para a PM, o carro não sofreu acidente, pois a lataria estava intacta e o air-bag não foi acionado. O promotor foi encontrado no dia 9 hospedado em um hotel em Itaúna.

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