O governo dos Estados Unidos voltou a rejeitar uma proposta de paz apresentada pelo Irã com o objetivo de encerrar o atual conflito no Oriente Médio. Segundo informações de autoridades ligadas às negociações, a nova iniciativa foi considerada insuficiente pela administração norte-americana.
O Irã enviou uma proposta com 14 pontos após críticas ao texto anterior apresentado pelo próprio regime iraniano. O documento mais recente chegou a autoridades dos Estados Unidos nesta segunda-feira (18) por meio de intermediação do Paquistão, que atua como facilitador das conversas entre os dois países.
Autoridades iranianas afirmam que a proposta está centrada em medidas para encerrar o conflito e na construção de confiança com os Estados Unidos. Entre as exigências apresentadas pelo Irã estão a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções impostas ao país.
Por outro lado, a avaliação do governo norte-americano é de que o texto traz mudanças limitadas em relação a versões anteriores, que já haviam sido rejeitadas. A principal divergência segue relacionada ao programa nuclear iraniano.
Enquanto a proposta iraniana enfatiza compromissos gerais para evitar o desenvolvimento de armas nucleares, os Estados Unidos defendem exigências mais detalhadas sobre a suspensão do enriquecimento de urânio, por temerem seu uso para fins militares.
No início do mês, o Irã já havia apresentado um primeiro texto com 14 pontos para tentar encerrar o conflito, mas a proposta também foi recusada pelo governo norte-americano. Após receber comentários e sugestões intermediadas pelo Paquistão, o país revisou o documento e reenviou uma nova versão.
Representantes iranianos afirmaram que as contribuições foram analisadas e repassadas às autoridades dos Estados Unidos, mas ainda sem avanço concreto nas negociações.
Em meio ao impasse, o presidente dos Estados Unidos afirmou publicamente que o Irã precisa agir rapidamente para evitar consequências mais graves, destacando que o tempo seria um fator decisivo.
A escalada do conflito no Oriente Médio se intensificou após uma ação militar coordenada envolvendo Israel e Estados Unidos contra o Irã, ocorrida no fim de fevereiro. O episódio desencadeou uma série de retaliações, incluindo ataques iranianos a países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz.
A continuidade do conflito tem gerado impactos no mercado financeiro internacional e pressionado a economia norte-americana. O cenário de instabilidade prolongada aumenta a cobrança sobre o governo dos Estados Unidos por uma solução diplomática, em meio a quase três meses de hostilidades sem acordo.
Apesar de novas tentativas de negociação, o impasse entre Estados Unidos e Irã permanece sem avanço significativo. As divergências sobre o programa nuclear e as condições para o fim das sanções seguem como principais obstáculos para um possível acordo de paz.
Com informações do Metrópoles







