Soa como estranha esta afirmativa, mas, provavelmente, isto é o que se confirmará como verdade na próxima segunda-feira (18), quando o projeto que pretende alterar os valores da Planta de Valores deste município descerá a plenário para ser aprovado ou não, pelos vereadores.

Há sim, ao que se nota, um sentimento geral de que a Planta que atualmente vigora precisa ser alterada e as distorções que apresenta, corrigidas; uma vez que, há mais de uma década tais valores não foram alterados por total “falta de coragem” de executivos que por aqui passaram ou, por ação política de membros do Legislativo, “gongaram” as iniciativas que pretendiam corrigi-la.

Foi assim no governo Aluísio e isso se repetiu na era do “Moa”, quando, no apagar das luzes, o então vereador Mazinho tentou apresentar um arremedo de projeto assinado pela turma da vizinha Piumhi e capitaneada pelo lobista que, sabidamente, ainda que por vias indiretas, geria as ações administrativas por estas bandas.

Agora, o governo Eugênio, que nem de longe se assemelha e de forma alguma pode ou deve ser comparado àquele ao qual sucedeu, traz novamente para a análise da Câmara, um extenso projeto, muito semelhante a um que por aqui já tramitou e que, por ser calcado em planta genérica, acaba apresentando distorções facilmente detectadas por quem o analise com mais atenção.

Assim sendo, e não satisfeitos com a defesa apresentada pelo ilustre orador que na Tribuna da Câmara pretendeu melhor explica-lo, seu conteúdo acabou não convencendo a maioria dos vereadores que, diante das evidências e verificando que simples emendas nele apostas apenas configurariam meros “remendos”, preferiram, ao menos até o encerramento desta edição, manter como certa e como mais adequada, a postura de rejeição ao mesmo.

As razões que agora os levam a agir desta forma são as mesmas que, no passado, fizeram com que muitos daqueles que hoje integram a atual administração se valessem democraticamente do voto legislativo para rejeitar o projeto de então, que, conforme se nota, ostentava os mesmos vícios que hoje aparecem na atual proposta.

Menos mal! Melhor assim! Ainda há tempo para se corrigi-lo. Certamente o prefeito, no próximo ano, sanará as falhas apontadas e quem sabe, na próxima legislatura este município veja aprovada uma nova planta, não tão genérica e livre das mazelas agora detectadas.

O importante é que o consenso atual nos mostra que todos compreendemos a necessidade de se corrigir as alegadas injustiças que existem sim, mas para que isso ocorra, não é preciso nem saudável que aumentemos o universo delas.
O aumento da arrecadação deve ser meta a se perseguir, porém de forma mais justa e equitativa.

Se neste momento a rejeição foi necessária, quem sabe amanhã, com mais tempo para dialogar, o consenso e o bom senso prevaleçam e assim permitam que em breve, o que não se conseguiu aprovar em décadas, ressurja na forma de uma nova planta que apresente valores mais justos e que gerem impostos compatíveis e aceitáveis, capazes de, sem muito sacrifício, serem suportados pela maioria da população formiguense.

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