O presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Divinópolis (Sinvesd), Antônio Rodrigues Filho, e o empresário Marco Aurélio Notini representaram o setor confeccionista e têxtil de Divinópolis no relançamento da Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Indústria Têxtil. O encontro ocorreu na terça-feira (5), no Salão Nobre do Congresso Nacional em Brasília.
Na semana passada, o Sinvesd cobrou dos representantes de Divinópolis no Congresso Nacional, os deputados federais Domingos Sávio/PSDB e Jaime Martins/PR, a adesão à frente parlamentar, tendo em vista o relevante papel que a Câmara dos Deputados terá na aprovação de leis que criem as condições para reversão do déficit de US$ 6 bilhões do setor têxtil e de confecção na balança comercial.
O Sinvesd conta com o apoio dos representantes de Divinópolis na defesa dos atuais empregos, bem como para geração de novos postos de trabalho, além do combate às importações desleais e a competição desigual.
O setor têxtil e de confecção brasileiro tem mais de 1,7 milhão de trabalhadores atuando diretamente nesta indústria que reúne 30 mil empresas distribuídas por todo o território nacional. Em torno deste universo, direta e indiretamente e pelo efeito renda, estão quase 8 milhões de brasileiros. O setor é o segundo maior empregador da indústria de transformação e também o que mais oferece vagas para o primeiro emprego. Nesta cadeia de produção, 75% dos empregos diretos são ocupados por mulheres, que na maioria, são chefes de família.
Em 2010, o setor faturou US$ 52 bilhões e investiu mais de US$ 2 bilhões em máquinas, equipamentos, tecnologia, inovação e capacitação. Apesar de ocupar a quinta posição no ranking mundial, ter uma indústria competitiva e ser uma das poucas no mundo que possui todos os elos da cadeia de produção, a indústria têxtil está há cinco anos com a balança comercial apresentando déficits crescentes.
Somente no ano passado, o déficit atingiu US$ 3,5 bilhões. Este número negativo significa a não geração de 135 mil postos diretos de trabalho. Em 2005, o setor era superavitário em quase US$ 500 milhões. O câmbio desfavorável, a alta e complexa carga tributária, a não desoneração plena das exportações, a infraestrutura deficiente e cara, além de crescente concorrência desigual com países que manipulam o valor de suas moedas, estão seqüestrando os empregos e gerando uma competição absolutamente desequilibrada para os fabricantes brasileiros em relação aos seus concorrentes internacionais.
Formiga
Representantes do Sinvesd participam do relançamento da indústria têxtil e confecção
- por Últimas Notícias
- 07/04/2011 - 12:57
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