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Fazendo uma rápida análise sobre o ocorrido no país, estado e município, tomando por base o que foi divulgado em órgãos de imprensa oficiais ou não, sob a forma ainda que inexata de prestação de contas dos nossos governantes na virada do ano, concluímos que poderíamos resumir tudo, afirmando sem medo de errar que, em termos econômicos, ontem como hoje, estivemos mesmo é andando de ré.
Nada de progresso! Crescimento só mesmo no que ocorreu com os índices que registram o número de desempregados; no que nos informa sobre grande perda do poder aquisitivo da massa, a base da pirâmide. Isto apesar do governo (leia-se Meirelles e outros paus mandados) insistirem em propalar que o crescimento da inflação foi mínimo, que a taxa referencial de juros foi reduzida e que tudo vai muito bem. Sim, está tudo muito bom, mas só se for para eles! Assim pensam noventa e muitos por cento da população, em especial aqueles que trabalham e carregam esta e outras nações nas costas, desde 1.500.
Aqui na região Sudeste, o que se viu desde dezembro foi que Minas Gerais não conseguiu mais cumprir com os compromissos financeiros conforme determina a constituição. O atraso na liquidação dos repasses aos municípios com relação à cota do ICMS, fez com que o STF notificasse o governo sobre uma possível intervenção. Após esta medida, no apagar das luzes de 2017, apareceu nas contas das prefeituras o resto de ICMS daquele ano e pelo sim, pelo não, este sedativo aliviou a tensão. Mas não por muito tempo, pois já está programada para o início de fevereiro uma visitinha de mais de 300 prefeitos ao governador. Por quê? Para quê? Só para lembrar-lhe que a manta está cada vez mais curta e do jeito que coisa vai, estoura tudo!
A verdade é que hoje, com o advento das “vacas magras” a maioria dos prefeitos só tem uma chance de contemporizar o problema. Como? Aumentando o desemprego e esvaziando os guarda-roupas municipais que na sua maioria estão com os “cabides repletos”. As promessas de campanha, os acordos políticos, pensando bem, já foram cumpridos…
Aqui mesmo em Formiga, nos corredores da “casa rosada”, “ex- casa goiaba”, à boca miúda circula a informação de que 20% dos aquinhoados com a benesse do “emprego público”, provavelmente, em breve voltarão para a fila do Sine. Apesar de não confirmada oficialmente esta informação, a prática e uma rápida análise das contas públicas nos leva a imaginar que o zum-zum pode sim, ter fundamento. Um experiente administrador como aquele que aqui foi eleito, sabe e muito bem definir a hora “H” para tomar uma decisão desse quilate. Que se percam os anéis, mas pelo menos, salvemos os dedos!
Pior que a drástica diminuição dos repasses federais e estaduais é o aumento da demanda social: sempre que a corda aperta na base, é muito mais gente para ser atendida; aumenta o número de pacientes e de idosos nas filas. São mais pessoas no limite da pobreza a dependerem do atendimento municipal, mais crianças na fila por uma vaga de atendimento no ensino pré-escolar e fundamental, etc. e tal.
Isto sem falar que toda aquela gama de promessas de campanha não atendida como se verifica na publicação das tais retrospectivas, decorrido o primeiro ano de governo e modificadas as condições de lua de mel entre os poderes Executivo e Legislativo, certamente estará na pauta, cada vez mais tensa.
Some-se a isto a possibilidade de muitos de nossos governantes estaduais precisarem por razões que aqui não nos cabe analisar, quem sabe, saltarem do barco em busca de outras aventuras a partir de abril, almejando outros cargos que lhes garantam o tal foro privilegiado.
Se esta hipótese se concretizar em Minas, aí então, anotem aí: nossa vaquinha estará correndo mais perigo ainda e o que é pior, bem à beira do brejo!
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