O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, reúne parlamentares da legenda na tarde desta terça-feira, em Brasília, diante de informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos. A possível viagem ocorre em meio a relatos de que o parlamentar pretende solicitar asilo político ao governo de Donald Trump.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial de Flávio, também compareceu à sede do partido para participar das discussões.
Aliados relatam possível chegada a Miami
Cinco aliados de Flávio Bolsonaro disseram ao jornal O Globo ter recebido informações de que o senador embarcou para os Estados Unidos, com previsão de chegada a Miami por volta das 16h30 desta terça-feira. Até o momento, porém, o paradeiro do parlamentar não foi confirmado oficialmente.
Segundo os interlocutores, a possibilidade de deixar o país foi discutida no domingo, após a derrota eleitoral, mas inicialmente rejeitada pelo senador. A decisão teria mudado depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão de seus passaportes.
Inicialmente, Flávio teria decidido que apenas a esposa e as filhas viajariam para o exterior, por questões de segurança. De acordo com aliados, a decisão judicial provocou indignação no senador, que passou a temer uma possível prisão e teria optado por acompanhar a família.
Defesa não consegue contato com senador
Na manhã desta terça-feira, integrantes da defesa informaram ao O Globo que não conseguiam contato com Flávio Bolsonaro.
Os advogados tinham uma reunião prevista com o senador para recolher os passaportes e providenciar a entrega à Polícia Federal, mas o encontro não ocorreu. O prazo determinado por Moraes terminou às 11h, sem que os documentos fossem entregues.
Possível saída divide aliados do PL
A situação provocou divergências entre integrantes do partido. Enquanto alguns criticam a possível viagem por considerarem que ela pode comprometer a capacidade de Flávio de liderar a oposição, outros defendem a decisão diante do receio de novas medidas judiciais.
A reunião convocada por Valdemar ocorre em um momento de incerteza para o PL, que começou a discutir a reorganização da oposição ao presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dirigentes da legenda buscam avaliar as consequências políticas e jurídicas da possível saída do senador e preservar a unidade partidária após a derrota presidencial, além de organizar a atuação das bancadas eleitas para o Congresso.
Com informações do O Globo







