Política

Senador quer exigir teste toxicológico para todos os eleitos no Brasil

Foto: Senado Federal do Brasil

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou que apresentará um projeto no Congresso Nacional para tornar obrigatório o exame toxicológico antes da diplomação de políticos eleitos. A proposta, divulgada em vídeo nas redes sociais do parlamentar, pretende estabelecer a exigência para todos os cargos eletivos, desde vereador até presidente da República.

De acordo com Cleitinho, a iniciativa alcançaria vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores e o presidente, sem exceções. O parlamentar afirma que a medida busca assegurar responsabilidade por parte dos futuros gestores públicos, comparando a exigência ao recente entendimento do Congresso Nacional sobre motoristas.

A proposta surge após o Legislativo decidir pela obrigatoriedade do exame toxicológico para condutores das categorias A e B — referentes a motos e carros — para obtenção da carteira de habilitação. Até então, apenas motoristas das categorias C, D e E estavam sujeitos ao teste. Para Cleitinho, a mesma lógica aplicada ao trânsito deveria valer também para a política.

“A gente sabe que bebida e droga não combina com volante, e o condutor tem que ter responsabilidade. Mas o político também, que ganhou eleição, tem que ter responsabilidade porque ele vai administrar uma prefeitura, um estado e um país. Isso tem que valer para todos os políticos do Brasil”, declarou o senador.

Além dessa proposta, Cleitinho informou que também apresentará um segundo projeto, voltado à gratuidade do exame toxicológico para condutores, a ser disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com as duas iniciativas, o senador Cleitinho Azevedo pretende ampliar o alcance dos exames toxicológicos tanto na esfera política quanto no trânsito. A medida, segundo ele, reforça a necessidade de responsabilidade e transparência de quem assume funções públicas e de quem circula nas vias do país. As propostas ainda serão protocoladas para análise no Congresso Nacional.

Com informações do Jornal O TEMPO