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Simples toque no pulso pode identificar arritmia cardíaca

Todo ano, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 30% das mortes no Brasil e, se suas formas de prevenção não forem devidamente adotadas pela população, em 20 anos o país será o campeão mundial de óbitos pelo coração.
Um dos fatores de risco que podem ser prevenidos é a fibrilação atrial (FA), uma arritmia do coração que atinge 1,5 milhão de brasileiros e é responsável por um em cada cinco derrames, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Segundo uma pesquisa feita pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals, em abril, mais de 70% dos 7.000 brasileiros entrevistados não conheciam a FA e 28% desconheciam que é possível prevenir as doenças do coração. A pesquisa ouviu pessoas com mais de 18 anos, em oito capitais, entre elas, Belo Horizonte.
Quando associado à FA, o acidente vascular cerebral (AVC ou o popular derrame) é ainda mais grave, afirma o médico Jadelson Andrade, presidente da SBC. Segundo o órgão, os óbitos anuais por derrame passam dos 100 mil no país.
Além do da FA, Andrade afirma que existem cinco fatores de risco para as doenças do coração: obesidade, pressão arterial e colesterol altos, tabagismo e sedentarismo.
Segundo Andrade, países que adotaram medidas de prevenção das doenças cardiovasculares, como Finlândia e Rússia, tiveram grande redução da mortalidade. A indicação, então, é a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e exercícios físicos frequentes.
Além disso, colocar os dedos sobre o pulso, por exemplo, ajuda a identificar uma arritmia cardíaca e a prevenir o AVC. Andrade explica que o coração bate em um ritmo regular (entre 60 e 100 batimentos, em média, por minuto). Se a pulsação é variável, pode ser a indicação de uma FA, principalmente se a pessoa tiver mais de 70 anos – a idade avançada é um fator de risco.
E a população mundial está envelhecendo, destaca o cardiologista Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia clínica do Hospital do Coração, em São Paulo, lembrando que, em caso de dúvida, o paciente deve ir ao cardiologista e fazer exames para confirmar a gravidade da arritmia.