A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que o corpo encontrado nessa quarta-feira (18) em um cativeiro em Planaltina é de Marcos Antonio Lopes de Oliveira, de 54 anos, patriarca da família supostamente encontrada carbonizada em dois carros na última semana. O corpo estava enterrado e decapitado. Os investigadores não detalharam como ocorreu a confirmação da identidade da vítima, mas afirmaram que se trata do sogro da cabeleireira Elizamar Silva, 39.

A polícia suspeita que sejam da Elizamar, de três filhos dela, da sogra e de uma cunhada, irmã do marido, os corpos que foram encontrados entre sexta (13) e sábado (14) em estradas de Goiás e de Minas Gerais.

As seis vítimas estavam carbonizadas dentro de dois veículos. Duas delas teriam sido mantidas em um cativeiro antes da morte. De acordo com informações da Polícia Civil de Goiás, ainda não foi possível confirmar a identidade dos cadáveres. “Desse modo, ainda não é possível afirmar que tais corpos sejam da família desaparecida, embora os indícios apontem tal hipótese“, disse o delegado-adjunto da 6ª DP, Achilles de Oliveira Júnior.

Portanto, o corpo de Marcos Antonio seria o sétimo encontrado pela polícia no caso. Outras três pessoas continuam desaparecidas -entre eles Thiago, marido de Elizamar e filho de Marcos Antonio. Também estão desparecidas uma ex-mulher de Marcos Antonio e uma filha dele.

Três pessoas suspeitas de participação no crime foram presas nesta terça, um homem de 34 anos, detido à noite, que seria responsável por vigiar o cativeiro, e outros dois, de 56 e 49 anos, capturados anteriormente. Um dos presos, segundo a Polícia Civil do DF, afirmou em depoimento que Marcos Antonio e Thiago seriam os mandantes do crime, para ficar com o valor da venda de uma casa da família, avaliada em R$ 400 mil.

 

Vítimas foram ameaçadas com arma de fogo no cárcere

Segundo a polícia, um dos presos afirmou em depoimento que duas vítimas que ficaram no cativeiro em Planaltina foram ameaçadas durante dias com uma arma de fogo. De acordo o delegado Ricardo Viana, responsável pelas investigações, o suspeito disse que as vítimas foram obrigadas a entregar senhas de aplicativos bancários para que os criminosos fizessem transferências de valores. Além disso, elas também teriam sido obrigadas a responder mensagens de parentes que estavam preocupados com o desaparecimento.

 

Fonte: O Tempo

 

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