Policial

Suspeito apontado como traficante do PCC é preso em operação no interior de SP

Foto: Divulgação/ Polícia Militar de São Paulo

Um dos principais traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso nesta quinta-feira (1º), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar em Piracicaba, no interior paulista. Segundo as investigações, o homem é suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e com a lavagem de dinheiro da facção.

A prisão ocorreu durante o cumprimento das medidas judiciais da operação. De acordo com as informações da ocorrência, o suspeito também estava com o título de eleitor suspenso.

Segundo o Ministério Público, há indícios de que o investigado participava da compra e revenda de drogas e da movimentação dos recursos obtidos com a atividade ilegal.

As autoridades apontam ainda que o suspeito teria contatos ligados ao fornecimento e à distribuição de entorpecentes. Para dificultar a identificação da origem dos recursos, ele utilizaria contas de empresas e de pessoas apontadas como laranjas.

O homem também é acusado de utilizar documentos falsos para realizar operações bancárias.

De acordo com o histórico da ocorrência, o investigado foi surpreendido pelos policiais e tentou fugir pelos fundos do imóvel. Durante a tentativa, ele também teria tentado descartar um celular, mas não conseguiu escapar nem se desfazer do aparelho.

Ao todo, foram apreendidos com ele três celulares, um gravador de vídeo digital, um HD e 10 cheques. Os objetos foram confiscados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Unidade de Polícia Judiciária.

Além da prisão, a operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e outro mandado de prisão.

Segundo o Ministério Público, a organização criminosa investigada é suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico interestadual de entorpecentes, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e falsificação de documentos.

Os investigados atuariam em Piracicaba e na região. As autoridades também realizaram diligências em Salvador, na Bahia.

As investigações começaram após a extração e a análise de dados telemáticos do celular de um dos alvos. Conforme a promotoria, as informações indicaram a existência de uma estrutura criminosa voltada ao comércio de entorpecentes em larga escala e à movimentação de recursos ilícitos.

Segundo a Polícia Militar, até o momento da publicação da reportagem, os agentes haviam passado por três endereços. As diligências resultaram na prisão de um suspeito e na apreensão de R$ 71.675 em dinheiro, R$ 36 mil em cheques, um notebook e uma máquina de cartão.

Outros três endereços ainda estavam sendo averiguados.

O nome da Operação Terminais faz referência à contabilidade realizada pelos investigadores para apurar os valores recebidos em decorrência do tráfico de drogas e os repasses feitos para outras contas.

A prisão ocorreu durante o período de restrição previsto pela legislação eleitoral. Entre a última terça-feira (29) e a próxima terça-feira (6), eleitores não podem ser presos ou detidos, exceto em três situações previstas no Código Eleitoral.

A prisão é permitida em caso de flagrante delito, em razão de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

O salvo-conduto é uma medida que pode ser expedida pela Justiça Eleitoral para proteger pessoas que estejam sofrendo violência ou ameaça à liberdade de votar.

Caso ocorra uma prisão durante o período de restrição, a pessoa deve ser conduzida imediatamente a um juiz, que avaliará a legalidade da detenção.

 

Com informações do Metrópoles