O governo de Minas quer avançar na privatização de empresas importantes para o cotidiano dos mineiros, como a Cemig e a Copasa. Nesse caminho, o vice-governador Professor Mateus Simões (Novo) tentou tranquilizar os contribuintes que têm receio de um aumento de tarifas e preços após a transferência dos serviços para a iniciativa privada.

“Tem uma experiência do passado que mostra que isso não é uma verdade. Não precisamos ter medo de aumento de custos, estamos apenas buscando aumento de eficiência. Nós não temos que ter medo de eventuais privatizações”, afirma.

Em entrevista ao quadro Café com Política da Rádio FM O Tempo 91,7 nesta terça-feira (25), o vice-governador mineiro reforçou que quem define preço de serviços regulados, como água e energia elétrica, são o poder público e que isso não irá mudar. Para ele, a única preocupação necessária é garantir amarras na legislação que impeçam prejuízos para a população do Estado.

“Qualquer iniciativa de privatização que a gente venha construir com a Assembleia será feita sempre com muita responsabilidade. Sempre garantindo que não haja saída de investimentos de Minas, que não haja saída de empregos, que não tenha oneração pro cidadão comum, mas que tenhamos mais investimentos, maior celeridade do atendimento e melhoria geral do nível de prestação dos serviços públicos”, diz.

Plebiscito

A legislação atual exige que o governo mineiro realize um plebiscito prévio para aprovar a venda de empresas públicas como a Copasa e a Cemig. Isso significa que não basta o governador Romeu Zema (Novo) querer privatizar, ele precisa que a população permita.

De acordo com o jornal O Tempo, a gestão Zema tem articulado junto aos deputados estaduais para alterar a legislação e mudar essa exigência, o que poderia facilitar a privatização.

As duas empresas são lucrativas. Em 2022, a Copasa registrou lucro líquido de R$ 843 milhões enquanto a Cemig encerrou o último ano com um lucro líquido, quando já foram abatidas despesas, de R$ 4 bilhões, de acordo com os dados oficiais do governo. Mas o vice-governador defende que é possível melhorar a qualidade do serviço ofertado aos mineiros após a privatização.

“Olha a Lagoa da Pampulha, estamos mesmo satisfeitos com o serviço da Copasa ou podia ser melhor? Estamos com uma dificuldade no Noroeste, onde não há energia para rodar os pivôs e tudo que a Cemig faz é lento. É isso mesmo? A nossa energia, que é a mais cara do país, não podia ser melhor, fornecida com mais consistência e em maior volume?”, questiona.

Mateus Simões afirma que para desenvolver o Estado é necessário melhorar o fornecimento de infraestrutura de serviços, como água, energia e gás, e que as privatizações são um caminho para garantir esses investimentos.

Fonte: O Tempo

 

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