As novas tabelas de tarifas bancárias divulgadas ontem pelos bancos em suas agências e sites na Internet embutiram reajustes de até 183,3%. Essa maior variação de preço foi encontrada na tabela do Banco Safra. A instituição aplicou esse aumento na tarifa para fornecimento de talão de cheque desde janeiro do ano passado até o último reajuste, anunciado ontem para entrar em vigor em 30 de abril. Em janeiro, a tarifa por dez folhas de cheque no Safra custava R$ 6; daqui a um mês custará R$ 17.
Ontem entrou em vigor a obrigatoriedade dos os bancos brasileiros divulgarem em suas agências e sites na Internet a nova tabela de tarifas bancárias para pessoas físicas, mas os novos valores só entrarão em vigor no dia 30 de abril.
Com as taxas anunciadas, constatou-se que algumas instituições reajustaram serviços, que foi o caso do Safra. As nova regras de tarifas bancárias foram anunciadas em dezembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e regulamentadas pelo Banco Central. A intenção do governo foi padronizar e limitar o número de tarifas cobradas. O BC selecionou 20 serviços prioritários para movimentação de contas correntes e de poupança que podem ser cobrados.
Esses serviços tiveram também o nome padronizado, para facilitar a comparação de tarifas pelos correntistas em diferentes bancos. Além disso, o BC ampliou os serviços essenciais, que não podem ser cobrados.
Outros serviços não ligados à movimentação da conta corrente e de poupança foram classificados como especiais e podem ser tarifados normalmente, entre eles, o aluguel de cofre.
A Febraban nega um tarifaço. O assessor técnico da instituição, Ademiro Vivan, diz que a maioria dos aumentos ficou abaixo da inflação e que a alta nos preços foi pontual. Não háumreajuste generalizado, mas seria impossível que nenhuma tarifa fosse aumentada, afirma. Não há imposição quanto aos valores das taxas.

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