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Trump diz que Putin está disposto a fazer acordo para encerrar guerra na Ucrânia

Foto: Magnific/Imagem ilustrativa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa quarta-feira (9) que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está disposto a fazer um acordo para solucionar a guerra na Ucrânia. Segundo o líder norte-americano, um entendimento também dependeria da disposição do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em negociar.

A declaração foi dada antes de Trump embarcar para Dallas, onde participa de uma convenção do Partido Republicano voltada para as eleições de meio de mandato. Questionado por um repórter sobre o contato recente com Putin, o presidente norte-americano classificou a conversa como positiva.

“Tivemos uma ótima conversa”, disse Trump. “Ele [Putin] quer fazer um acordo, e se Zelensky quiser fazer um acordo, isso seria muito bom”.

Ao ser questionado sobre o que estaria impedindo a concretização de um acordo, Trump apontou diretamente para a relação entre os dois líderes.

“O obstáculo são duas pessoas que se odeiam [Putin e Zelensky]”, afirmou o presidente dos Estados Unidos.

Trump e Putin conversaram por telefone na terça-feira (8/9). O contato ocorreu dias depois de uma delegação de negociadores dos Estados Unidos visitar a Rússia e a Ucrânia.

A delegação foi liderada pelo enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e pelo genro do presidente republicano, Jared Kushner. As visitas ocorreram como parte de uma tentativa de retomar a mediação nas negociações de paz entre Moscou e Kiev.

Apesar das reuniões de Witkoff e Kushner com autoridades russas e ucranianas, não houve acordo. As negociações estão paralisadas desde o início da guerra no Irã.

Em novembro de 2025, o governo Trump apresentou um plano de paz para o conflito na Europa, que se arrasta desde 2022.

A implementação da proposta, no entanto, tem enfrentado divergências entre Rússia e Ucrânia. Entre os pontos de conflito estão os pedidos de Zelensky por garantias de segurança para o futuro da Ucrânia e a exigência da Rússia de anexar as áreas ucranianas ocupadas desde o início do conflito.

 

Com informações do Metrópoles