Cumprindo a promessa anterior de que só votariam projetos nas sessões do Legislativo após o prefeito Moacir Ribeiro quitar os salários relativos a janeiro até o 5º dia útil – (o que não ocorreu), os vereadores limitaram-se na reunião ordinária desta segunda-feira (15) a  aprovar os projetos a seguir:

Projeto 003/2016 – altera redação do inciso I, artigo 79, da Lei Orgânica do Município de Formiga, alterando a data base da revisão geral dos servidores para o dia 1º de janeiro de cada ano;

Projeto 389/2016 – autoriza o município de Formiga a abrir crédito especial no valor de R$ 89.324,82 que possibilitará o pagamento de gratificação aos servidores que trabalham no Serviço de Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria em Saúde.

Fazendo obstrução:

Com a saída do Plenário dos vereadores  Cabo Cunha, Pastor Manoel, Meirinha, Luciano do Trailer, Mauro César e Arnaldo Gontijo,  deixou de ser apreciado o projeto de Lei 365/2015, que autoriza o governo a contrair operação de crédito junto ao BDMG – Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – dando garantias e outras providências, numa operação de R$ 1.500 milhão destinados à compra de um trator de esteira e de diversos caminhões para utilização pela secretaria de Gestão Ambiental,

Reafirmando compromissos anteriores

Já quase ao final da reunião e na presença de mais de 100 funcionários, os vereadores reiteraram seus compromissos de que enquanto não houver total quitação da folha de pagamento nenhum projeto que não seja do interesse exclusivo do funcionalismo, passará por aquela Casa.

“Isto neste mês e nos subsequentes. Se quiserem aprovar alguma coisa por aqui, que mantenham os salários do funcionalismo em dia, cumprindo o acordo entre esta Casa, o sindicato e o prefeito, que assinou o documento respectivo, em conjunto com a secretária de Fazenda”, relembrou Arnaldo Gontijo, que contou com o apoio dos demais vereadores.

Defendendo o Executivo

O vereador Juarez Carvalho logo no início da reunião tentou amenizar a situação, dizendo que o mais provável era que o Governo Federal não tenha repassado ainda, ao município as verbas de sua responsabilidade e que, entraria em contato com o secretário Gonçalo, pedindo mais informações.

Em seguida voltou a falar transmitindo a informação de que o secretário havia lhe prometido “desviar” verbas de outros setores para quitar o débito.

Debaixo de vaias da plateia, acabou sabendo que, as ditas verbas federais, segundo informações contidas no site do Ministério  e exibidas no celular de um dos funcionários presentes, já haviam sido repassadas.

Concluiu Juarez: “Nós não podemos votar só o que é de interesse do funcionalismo. Eles são pouco mais de 2.000. Temos que atender é toda a cidade, 70 mil habitantes”. Vamos perder máquinas e doações (recursos a fundo perdido),” disse.

 

Críticas do líder

O líder do governo, Zezinho Gaiola, em longa fala, tentou amenizar a situação explicando aos demais colegas que “Não dá para prejudicar toda a cidade, em razão do atraso de pagamento de parte dos funcionários, embora eu reconheça que é uma vergonha o que aqui ocorre. Se uma empresa não consegue nem pagar seus funcionários, como pode crescer, funcionar? “, disse Zezinho que completou: “Mas nós não podemos perder verbas, sejam elas de onde for”. 

Arnaldo Gontijo

Rápido no gatilho, Arnaldo tratou de desmentir os dois que fizeram uso da palavra, explicando que:  “Aqui não se trata de dinheiro a fundo perdido, de doação. Este projeto que temos aqui e que não votaremos, se trata de autorização para conseguir empréstimo. Quanto às máquinas, estas a que o senhor se referiu, já foram todas pagas e aguardam apenas o pagamento da contrapartida, por parte do município. Para tanto, nós já aprovamos os respectivos projetos, aqui mesmo nesta Casa. Repito que só votarei algo aqui, quando os salários do funcionalismo estiverem em dia. E tem mais, não voto de acordo com o que o Executivo quer não. Votarei de acordo com minha consciência e depois de estudar e muito, os projetos apresentados”, concluiu debaixo de palmas da plateia.

 Cabo Cunha:

Embora houvesse chegado já com a reunião iniciada há algum tempo, o vereador como de costume, não perdeu a chance de expor o que pensa, arrancando aplausos dos presentes por suas pertinentes explanações.

 

Mauro César

Mauro César também não perdeu a chance de tecer áridas críticas ao governo relembrando como de costume, fatos administrativos que comprovam sua tese de que esta administração tem sido um desastre, também arrancando aplausos dos presentes.

 

Pastor Manoel

Pastor Manoel justificou sua posição no grupo que acabou obstruindo a reunião e avisou que, se o projeto não votado pretende fazer dívida para ser paga pelo futuro prefeito, coerente com o que pensa, desde já avisa que será contrário à sua aprovação.

Luciano do Trailer

Em sua fala, Luciano do Trailer reafirmou sua posição em defesa do funcionalismo e garantiu firmeza nos posicionamentos dos demais que prometeram obstruir as votações futuras em caso de descumprimento do acordo firmado pelo Legislativo, Sindicato e Prefeito.

Ponderamente, teceu comentários sobre algumas irregularidades cometidas pela administração e veiculadas pela imprensa, garantindo aos presentes, seu compromisso de fiscalizar para valer, tudo que vier do Executivo.

Josino Bernardes

Josino Bernardes, como de costume, criticou as atitudes dos colegas “oposicionistas”, e disse que estes posicionamentos são eleitoreiros, de gente que quer tomar o poder a qualquer custo. Recebeu as vaias regulamentares…

Meirinha

Meirinha respondeu a chamada e nada mais disse. Acompanhou a turma da obstrução, retirando-se do plenário.

Sindicato: 

Como sempre ocorre, alguns representantes do Sintamfor estiveram presentes, entre eles Natanael Alves  (foto) e João do Povo, que se limitaram a agradecer após o término da reunião, o apoio dos Legisladores à causa que defendem.

 

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