Os quatro vereadores da base do governo Moacir Ribeiro: Piruca, Josino Bernardes, Zezinho Gaiola e Meirinha, se posicionaram contra a emenda que retirava o vale-alimentação do primeiro escalão da Prefeitura.
Os outros cinco vereadores: Arnaldo Gontijo, Mauro César, Pastor Manoel, Cabo Cunha e Luciano Duque votaram a favor da emenda. Mesmo assim, ela foi rejeitada, pois teria que ter maioria simples, ou seja, no mínimo, 6 votos a favor.
A emenda proposta pelo vereador Cabo Cunha se referia ao projeto de lei 151/2014, que alterava o valor do benefício de R$270 para R$290, para servidores municipais.
De acordo com a proposta, se acresceria o parágrafo 2º, ao artigo 1º: excluindo-se da concessão os agentes políticos, como o prefeito, vice-prefeito, secretários, secretários adjuntos, controlador, procurador municipal, procurador municipal adjunto, ouvidor, superintendentes e diretor do Saae.
?Os funcionários merecem sim esse reajuste, mas no meu entendimento, o prefeito, vice e secretários que recebem mais de R$5 mil não merecem esse vale. Para os servidores, poderia passar para até R$500, mas para prefeito e secretários ?necas??, disse Cabo Cunha.
De acordo com Josino Bernardes, o reajuste é Lei. ?Voto de acordo com a minha consciência. Não acho muito o valor que secretário ou prefeito ganham. Não acho justo tirar esse benefício. Essa emenda é inconstitucional?, disse.
O novo valor do vale-alimentação passa a vigorar a partir de abril, com o primeiro pagamento em maio deste ano.
Aumento de 5,26% para os servidores
Ainda na mesma reunião, foi aprovado o projeto de lei 150/2014, que dispõe sobre a revisão geral dos vencimentos do Poder Executivo, majorado em 5,26% (reposição salarial).
Além dos servidores, o reajuste vale também para prefeito, vice-prefeito, secretários, secretários adjuntos, controlador, procurador municipal, procurador municipal adjunto, ouvidor, superintendentes e diretor do Saae.
Em assembleia realizada pelo Sintramfor, no dia 21 de março, os servidores presentes se posicionaram a favor do reajuste do vale-alimentação e contra o aumento de apenas 5,26%, que é o mínimo garantido por Lei, de acordo com o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). De nada valeu o posicionamento. O prefeito só concedeu os 5,26% e como visto, se apressou em remeter o projeto à Câmara, colocando um ponto final nas discussões e na expectativa do funcionalismo.
Formiga
Vereadores de situação mantém vale-alimentação para primeiro escalão da Prefeitura
- por Últimas Notícias
- 01/04/2014 - 20:40








