O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, voltou a fazer críticas ao programa Bolsa Família durante evento realizado nessa quinta-feira (16), em São Paulo. Na ocasião, ao apresentar diretrizes de seu plano de governo, afirmou que pretende exigir que beneficiários do sexo masculino, considerados aptos ao trabalho, aceitem ofertas de emprego sob risco de perder o benefício.
Durante o evento, realizado na região da Faria Lima, Zema afirmou que homens jovens e saudáveis que recebem o Bolsa Família deverão aceitar propostas de emprego. Caso contrário, segundo ele, o auxílio seria suspenso. O pré-candidato declarou que pretende implementar medidas para que esses beneficiários estejam inseridos no mercado de trabalho, vinculando a permanência no programa à aceitação de oportunidades profissionais.
Zema também detalhou que, nos casos em que não houver oferta de emprego, os beneficiários deverão atuar como voluntários em serviços públicos.
Entre as atividades citadas estão apoio em prefeituras, creches, escolas municipais e serviços de limpeza urbana. A proposta prevê a atuação por um ou dois dias por semana, além da exigência de participação em cursos. Ao ser questionado sobre possíveis mudanças na legislação trabalhista, o pré-candidato afirmou que pretende criar alternativas ao modelo atual da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Segundo ele, a proposta não se trata de uma nova reforma trabalhista, mas de um “complemento” que permita maior flexibilidade nas relações de trabalho, como contratos com jornadas reduzidas ou horários específicos, desde que acordados entre empregador e empregado.
As declarações de Romeu Zema reforçam seu posicionamento crítico em relação ao Bolsa Família e indicam propostas voltadas à vinculação do benefício à inserção no mercado de trabalho. As medidas fazem parte das diretrizes apresentadas em seu plano de governo durante evento em São Paulo.
Com informações do Metrópoles







