O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a ministros da Corte durante entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, em Goiânia. Em sua fala, Zema classificou três ministros como “frutas podres” e também criticou a proposta em tramitação no Congresso Nacional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, classificando-a como “populista”.
Zema está em pré-campanha no estado de Goiás desde a última quinta-feira (23). Durante sua passagem, visitou a indústria Kingspan Isoeste, em Anápolis, participou de reunião com o Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO) e se encontrou com filiados do partido Novo.
Foi nesse contexto que o ex-governador concedeu entrevista à Rádio Bandeirantes, ocasião em que intensificou suas críticas ao STF e a propostas debatidas no cenário político nacional.
O embate entre Romeu Zema e o ministro Gilmar Mendes tem se intensificado nos últimos dias, com trocas públicas de acusações. Na entrevista, Zema voltou a mencionar o ministro ao afirmar:
“Talvez o ministro não saiba, mas não fui eu que voei em jatinho do maior criminoso do Brasil. Ele e os colegas voaram. Não fui eu fiz negócio com o Banco Master. Ele e os colegas parece que fizeram”.
Zema também citou os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, classificando-os, juntamente com Mendes, como “frutas podres” da Corte. Em tom crítico, afirmou que dois deles “já não têm mais nada”, comparando-os a árvores comprometidas por cupins.
O ex-governador relembrou ainda uma decisão do ministro Gilmar Mendes, em 2009, que resultou na libertação do médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 100 anos de prisão por estupro de dezenas de pacientes.
“Liberou um estuprador. Se um ministro faz isso, coloca em liberdade um homem que estuprou dezenas de mulheres, dá pra ver que ele é um sujeito que não sabe avaliar bem as coisas”, declarou Zema.
O Supremo Tribunal Federal foi procurado para comentar as declarações, mas não se manifestou até o momento.
Durante a entrevista, Zema também comentou a proposta que tramita no Congresso Nacional para extinguir a escala de trabalho 6×1. Ele criticou o momento em que a medida está sendo debatida, destacando que ocorre em ano eleitoral.
“Uma medida dessa não deveria nunca ser analisada, proposta num ano eleitoral. Populismo puro”, afirmou.
O pré-candidato defendeu um modelo alternativo de trabalho, baseado em contratos com carga horária flexível.
“O que eu tenho falado é o seguinte: além da CLT, eu tenho um regime de trabalho aqui por horas. Igual a maioria dos países têm. O brasileiro é que vai escolher. Eu vou fazer um contrato de 20, 30, 40, 50 horas por semana. Isso é o que nós precisamos”, disse.
As declarações de Romeu Zema reforçam o tom crítico adotado pelo pré-candidato tanto em relação ao Supremo Tribunal Federal quanto a propostas legislativas em debate no país. Em meio à agenda de pré-campanha, o ex-governador mantém posicionamentos contundentes sobre temas institucionais e econômicos, ampliando sua presença no cenário político nacional.
Com informações do O Tempo







